LIVRE NOS OCEANOS
“Que o mar seja sempre a nossa estrada.”
Izabel Pimentel
Izabel desembarca, finalmente, em Paraty
Paraty, RJ, 20/10/2008.
Horário: 01h25
Percursos:
- Paraty - Abrolhos - Recife: 1.154 mn (2.137 km).
- Regata Recife (Marco Zero) à Ilha Fernando de Noronha (Porto Santo Antônio): 294 mn (544 km).
- Fernando de Noronha - Santo André - Paraty: 1.464 mn (2.710 km).
Total: 2.912 mn (5.391 km).
Cronometragem da Izabel na regata: 46:58:40 hs. (Segundo lugar na ‘Classe Aberta B’).
Depois do susto de uma rede de pesca que prendeu o seu barco, nas proximidades da ilha da Bexiga, a Izabel pode, finalmente, pisar os pés em Paraty. Por volta de 01h25 desta madrugada de segunda-feira, dia 20/10, o telefone tocou na casa de seus familiares e a Izabel gritava:
- Estou em terra.
Ficamos surpresos com a rapidez do socorro patrocinado pela Marina Porto Imperial. Não esperávamos que pudessem alcançar a Izabel e libertar a quilha do Petit Bateau que ficara presa numa rede de pesca, e ela chegar na marina, antes das cinco horas desta manhã.
- O barco socorro chegou rápido, cortaram a rede e me rebocaram até aqui. Meu amigo que ficara me aguardando na marina não agüentou a espera e foi embora. Agora vou providenciar um táxi e rumar para casa.
Participar de uma regata é muito mais do que competir. Há todo um trabalho de preparação, envolvendo uma maratona de viagens que supera em muito o percurso da regata, como foi o caso da XX Refeno. Muita gente se deslocou para Recife oriunda de terras distantes. Mas o que vale é a sensação de curtir uma ambiente de amizade, onde se revê velhos amigos e se constrói outros tantos. A Izabel curtiu muito essa participação na XX Regata Oceânica Internacional Recife- Fernando de Noronha. Esteve fora exatamente um mês e 22 dias. Fez uma ida até Recife sem problemas, com o tempo bom. O percurso da regata, Recife à Ilha Fernando de Noronha, transcreveu também com normalidade. Mas o regresso a Paraty não aconteceu de maneira a desejar. Choveu bastante, mar bravio em alguns trechos, e, como não poderia deixar de ser, não faltaram as tão indesejadas calmarias, algumas inusitadas, deixando-a boiando na passagem da entrada da baia de Guanabara e na Restinga da Marambaia. Aconteceu até uma rede de pesca que se emaranhou na quilha de seu barco, quando praticamente atingia seu ponto de chegada. Esse regresso a Paraty deixou a Izabel completamente exausta, e molhada por vários dias.
Na bagagem, duas premiações: segunda classificada em sua categoria (‘Classe Aberta B’); e um troféu por ser ‘A primeira e até agora única mulher a embarcar sozinha na Refeno’.
Agora é recuperar o peso, e partir para outras travessias no mar; em solitário, que é a sua especialidade. Na se sabe que o marujo que, excepcionalmente, a acompanhou nessa viagem, está disposto a novas aventuras. O gato Petit Eric promete que vai, pois adotou o lema de sua dona: “Que o mar seja sempre a nossa estrada!”
Uma rede de pesca segura o barco da Izabel
Baia de Ilha Grande, Paraty, RJ, 19/10/2008.
Horário: 23h55.
Quando parecia que teria de passar a noite na ilha da Bexiga, eis que o vento voltou forte e movimentou o barco. A Izabel logo vislumbrou a possibilidade de pisar em terra firme no início desta madrugada. O barco deslanchou na direção da ilha da Bexiga, deixando a ilha dos Mantimentos para trás. Mas só deslanchou; pois logo o barco teria os passos interrompidos bruscamente por uma rede de pesca estendida nas proximidades de uma bóia sem a sinalização adequada. A rede estava fixa a um metro de profundidade, e a quilha do barco tem dois metros. Resultado: Barco preso.
- Pensei que a marina não tinha barco a esta hora. Fiz contato e vem um pessoal me socorrer. Eu não vou mergulhar nesta escuridão para soltar linha de rede presa na quilha do barco. Dá para acreditar no que está me acontecendo! Finalizou rindo.
- Logo você vai poder estar em casa. Disse para animá-la.
- Não é com o senhor! Eu estou morta de cansaço.
A chegada do socorro, o desvencilhamento da rede e o tempo entre a ilha da Bexiga e a Marina Porto Imperial, não vai demorar menos do que umas quatro a cinco horas. Ou seja: terra firme só por volta das cinco horas da manhã. Cama e repouso só depois de concluídos alguns procedimentos na ancoragem do barco, recolhimento de materiais, e uma viagem de carro até o centro de Paraty. Sete horas de amanhã, segunda-feira, dia 20 de outubro, é uma boa estimativa para a finalização da maratona Paraty-Recife, Recife-Fernando de Noronha, Fernando de Noronha-Santo André, e, finalmente, Santo André-Paraty!
Izabel partiu de Paraty a fim de participar da XX Refeno no dia 28 de agosto, às 21h30 e conclui a sua participação no dia 20 de outubro. Praticamente dois meses de uma maratona de dias no mar, competição e muita amizade formada nesse tempo!
Mas ‘tudo vale a pena quando a alma não é pequena!’ - Fernando Pessoa.
Izabel passa pela Ilha Grande e se aproxima de Paraty
Baia de Ilha Grande, Angra dos Reis, RJ, 19/10/2008.
Horário: 21h45.
A falta de vento está atrasando a chegada da Izabel a Paraty. Depois do último contato, feito às 16h10, quando cruzava à frente da Ilha Grande, ela voltou a se comunicar informando que sua chegada a Paraty seria atrasada. Estava a cerca de 5 mn da Ilha dos Mantimentos. O barco se arrastava, sem vento suficiente para movimentar as velas. O motor de popa, usado nestas situações de emergência, quando se avizinha de terra, não funcionava adequadamente. Estava esgotada de tanto ‘puxar corda’. Este regresso da ilha de Fernando de Noronha a tinha debilitado. A maneira como falava, bocejando, denotava que o sono andava junto com o cansaço.
- Estou acabada. O motor pega e desarma poucos metros adiante. Vou ver se chego até a ilha da Bexiga. Lá vou passar a noite. (A ilha da Bexiga fica logo depois da ilha dos Mantimentos).
- Vai baixar a âncora e dormir em terra? Quis saber. Izabel já morou uns tempos na ilha da Bexiga. Mas a idéia é apenas se abrigar na proximidade da ilha; para evitar o tráfego de embarcações que cruza a área.
- Vou dormir no barco. Amanhã cedo, se não surgir vento, pedirei apoio pelo celular.
A ilha da Bexiga fica localizada nas proximidades da cidade. A Marina Porto Imperial, para onde se dirigirá, está situada à margem da BR-101, do lado oposto do porto de Paraty.
Desde que deixara a Ilha Fernando de Noronha só pegou tempestade. Sua parada na Vila de Santo André, em Santa Cruz Cabrália, se dera por causa do mau tempo.
- Só porrada. Chuva o tempo todo. Essa situação se adensou nas passagens por Abrolhos e Cabo Frio. Em Maricá foi a vez da calmaria, que se repetiria na passagem da entrada da baia de Guanabara, onde fiquei boiando entre navios e outras embarcações. Quando cruzava pela Restinga da Marambaia seria surpreendida pela proximidade de um navio. Tentei me comunicar pelo rádio VHF, mas não obtive resposta. Ele passou bem perto de mim.
Este lance a Izabel contou meio sem graça, pois situação parecida lhe aconteceu em Cascais, Lisboa, quando partia em direção ao Brasil, em sua primeira travessia do Atlântico. Livrara-se de um navio, e jogara o seu barco em direção a outro que passava a sua frente. Quase aconteceu uma colisão.
A calmaria em alto mar é bem administrada, porque pode-se permanecer horas e até dias parado num mesmo lugar; sem o perigo da aproximação de outra embarcação.
- A calmaria é muito pior do que a tempestade. Comentou.
- E a alimentação. Fez comida hoje?
- Acabei de jantar. Creme de ervilhas com atum.
- E a bebida? Indaguei maldosamente, pensando num copo de cerveja bem gelada. Pinguço só pensa em cerveja!
Ela prontamente respondeu:
- E água.
Lembrei-me do gato Eric, e perguntei por ele.
- O Eric está aqui agoniado. Acabou a areia e ele não faz suas necessidades na terra suja. Está escondido querendo aprontar num cantinho qualquer. Eu estou de olho nele. Ele está fugindo de mim porque sabe que leva um fora quando sai da linha.
Izabel cruzando a baia de Ilha Grande à 20 mn de Paraty
Baia de Ilha Grande, Angra dos Reis, RJ, 19/10/2008.
Horário: 16h10.
Após uma longa travessia de cinco dias, desde que deixou a Vila de Santo André, em Santa Cruz Cabrália, BA, a Izabel fez o seu primeiro contato, via celular, para os seus familiares, dando conta que passava pelas proximidades da Ilha Grande, em Angra dos Reis, RJ. Era exatamente 16h10, domingo, dia 19, quando fez o contato. Estava navegando pela baia de Ilha Grande, a 20 mn de Paraty.
O telefone tocara e ela se identificou:
- Mulher do mar! Disse brincando. Estou toda molhada. As mãos estão enrugadas de tanta água. Chuva e ondas varrendo o barco. Esta travessia de Santo André até aqui só foi porrada. Quando cruzei Cabo Frio as ondas chegavam a mais de 2,50 metros de altura. Já ao passar pela frente da entrada da baia da Guanabara, cessaram os ventos e fiquei boiando no meio dos barcos e navios. Não pude usar o motor de popa para me afastar do local porque ele voltou a pifar. Deve ser problema de água no circuito elétrico. Vou providenciar uma proteção também para o motor, para quando estiver funcionando. Completando o balanço: o GPS manual pifou. Só me resta o GPS instalado no barco; mas dependo da bateria, se não descarregar. Mas não tem problema daqui para frente. Estou praticamente em casa. Conheço esta região.
A Izabel fez contato também com seu amigo de Paraty, o Flávio, que irá esperá-la na Marina Porto Imperial, assim que desembarcar.
- Espero pisar em terra antes de escurecer.
A participação na XX Regata Oceânica Internacional Recife- Fernando de Noronha, teve um resultado excelente. Obteve uma segunda classificação em sua categoria (‘Classe Aberta B’); e mais um troféu por ser ‘A primeira e até agora única mulher a embarcar sozinha na Refeno’.
Izabel deixa Santo André em direção à Paraty
Píer Cojimar, Santo André, Santa Cruz Cabrália, 14/10/2008.
A Izabel deixou, terça-feira, dia 14, às 14:30 hs, a Vila de Santo André, em Santa Cruz Cabrália, BA, com destino a Paraty, RJ. Chegara no sábado, dia 11, após ter deixado a ilha Fernando de Noronha uma semana atrás. Enfrentara muita água e um “sueste tão forte, mais de 30 nós, vento e ondulação. Vento contra e apenas quinze milhas num dia”. Ficara com as roupas encharcadas, e não via perspectivas de melhoria das condições do tempo. Os gêneros estavam no fim. Faltava até a comidinha especial para o seu velho companheiro de altas travessias, o seu gato Petit Eric. O motor de popa também resolvera não pegar, deixando-a impossibilitada de atracar num caso de emergência. Uma parada no Costa Brasilis Resort, parceiro que lhe dera apoio no empreendimento da travessia do Atlântico, localizado bem perto por onde passava, era uma saída para a solução dos seus problemas. Já passara do Arquipélago de Abrolhos quando resolveu voltar. Deu um bordo e navegou em direção ao resort. Comunicou-se pelo VHF com o Rádio Farol de Abrolhos, e solicitou ao sargento Batista que entrasse em contato com sua assessoria no Rio de Janeiro, via telefone. A senhora Mikie Iwakiri, da cidade de Santa Cruz Cabrália, à essa altura não mais gerenciando o resort, que fora arrendado a outro grupo hoteleiro, foi acionada e tratou de dar o suporte à Izabel. Dos antigos proprietários restara o apoio náutico, Píer Cojimar. Mas lá não existiam mais os barcos e lanchas que atendiam a clientela do hotel. Só a presença de um barco pertencente a um morador da área, senhor Nando. A senhora Mikie pediu ao marido, senhor Alfredo, para junto ao barqueiro fossem esperar a Izabel na entrada do canal que leva ao pequeno porto. Não podiam ir mais longe, devido ao tamanho do barco.
Quando a Izabel se comunicara com o Rádio Farol de Abrolhos, a maré estava baixa, e só haveria condições de um barco de quilha entrar na barra no dia seguinte, após o meio dia, com o retorno da maré alta. A recomendação não chegou a ser repassada para a Izabel, porquanto ela perdera o contado com o rádio farol.
A passagem da noite foi de expectativa. Imaginava-se que a Izabel ancorara nas proximidades de Recife de Coroa Alta, aguardando apoio, como fizera na chegada em Santa Cruz Cabrália, após a sua travessia do Atlântico.
O sábado amanheceu sem notícias. Mas quando todos estavam preocupados com a maré que voltava a baixar, a Izabel aparecia na entrada do canal, depois de passar pela barra, “dando quinhentos bordos’. A explicação viria depois: Ao afastar-se do Rádio Farol de Abrolhos passou a se comunicar com o senhor Zimar, que respondeu aos seus chamados pelo rádio VHF. O Zimar é proprietário da lancha Alucinante. A Izabel não estava preparada para entrar na barra de Santo André, em Santa Cruz Cabrália, pois não fazia parte de seus planos dar nenhuma parada em sua travessia da Ilha Fernando de Noronha para Paraty. Sem mapa era difícil cruzar pelos recifes da região. As dicas fornecidas pelo Zimar a ajudaram a cruzar a barra e alcançar a entrada do canal que leva ao Píer Cojimar. O Alfredo e o Nando plantados desde a madrugada no canal, completaram o apoio.
Às 17:34 hs a Izabel telefonava. Estava em terra firme passeando com a senhora Mikie.
A Izabel ficou hospedada em uma das casas do Píer Cojimar, onde foi muito bem tratada. “Cheguei a engordar!”, brincou.
Três dias de descanso, passeios pelo centro de Santa Cruz Cabrália e a criação de um software para indicação de variação de marés; não para ser instalado em seu notebook, que estava travado. Reabastecimento de gêneros alimentícios e gasolina nova para o motor de popa; a Izabel, finalmente, zarpou em direção ao seu porto seguro: sua Paraty das águas tranqüilas da Bahia de Ilha Grande.
Com a ajuda de um velho mapa da Marinha, e mais uma vez contando com o apoio do barqueiro Nando, driblou tranqüila os recifes, e se viu fora da barra. O saudoso Costa Brasilis Resort ficou para trás.
“Vou me afastar bastante da costa, como segurança. Depois traço uma diagonal direto para o Rio de Janeiro!” Explicou antes de partir. O seu companheiro de viagem, o gato Petit Eric, embora com apenas três meses de idade, considera-se um experiente marinheiro. Mas está com um problema existencial: não sabe se é mais feliz no mar ou em terra!
Izabel faz uma parada em Santo André, Santa Cruz Cabrália, BA
Rádio Farol de Abrolhos, Sul da Bahia, 10/10/2008.
Esta tarde, por volta das 15:40 hs, finalmente, tinha-se notícias da Izabel. Fazia exatamente 8 dias que ela deixara a ilha Fernando de Noronha na manhã do dia 3, sexta-feira, após a festividade de encerramento da XX Regata Oceânica Internacional Recife- Fernando de Noronha. Em princípio a Izabel deveria seguir direto para a cidade de Paraty, Rio de Janeiro. Mas a lembrança do Costa Brasilis Resort localizado em seu trajeto, na Vila de Santo André, em Santa Cruz Cabrália, Bahia, falou mais alto. O resort faz parte de sua história, pois foi um dos patrocinadores que viabilizaram sua travessia pioneira do Atlântico. O sargento Batista passou a informação quando ela se aproximava do Rádio Farol de Abrolhos. O contato foi triangular. A Izabel se comunicou com o Rádio Farol de Abrolhos via rádio VHF; e o sargento Batista passou a informação por telefone para a assessoria no Rio de Janeiro. Daí se agilizaram os contatos para a Vila de Santo André, em Santa Cruz Cabrália, Bahia.
“- Izabel pede para entrar em contato com o Costa Brasilis Resort para que lhe dê um apoio, enviando um barco a fim de guiá-la até a costa. Ela alcançará a Vila de Santo André amanhã bem cedo.” E informava que ela estava sem mapa da região. O local realmente é de difícil entrada devido aos recifes existentes na área.
A solicitação foi passada para a Senhora Mikie Iwakiri, ex-gerente do resort, atualmente arrendado para outro grupo empresarial.
“- Enviarei um barco para recebê-la a manhã na entrada do canal. O barqueiro mora na região e irá esperá-la.”
A senhora Mikie quis saber qual o barco a Izabel navegava e o calado, tendo em vista o nível da maré, que amanhã, sábado, estará bem baixo.
“- Pede a ela para segurar até após o meio-dia.” Solicitou. “A Izabel ficará em uma das casas do Píer Cojimar. Ponto de apoio náutico que pertence ao Grupo Samadhi Hotels.” Esse grupo é o antigo administrador do Costa Brasilis Resort.
A casa em que ficará alojada não terá o conforto do Costa Brasilis Resort, da cozinha do maître Ivan, do SPA rejuvenescedor; mas é aconchegante. E para quem tem enfrentado um alojamento nada confortável como sua cama improvisada dentro da minúscula cabine do Petit Bateau, não deixa de ser agradável. Servirá para descansar uns dias e repor as energias. Seu companheiro de viagem, o marujo Petit Eric, um gatinho de 3 meses de idade, vai fazer a festa em terra.
Izabel Pimentel a caminho de Paraty
Izabel deixou a ilha Fernando de Noronha na madrugada da última sexta-feira (03/10/2008), horas depois da festa de encerramento da Refeno, direto para Paraty.
A velejadora Izabel Pimentel - nem tão solitária assim - pois agora tem a companhia de um gato em seu veleiro Petit Bateau, está a caminho de Paraty, no Rio de Janeiro. Izabel, 42 anos, foi um dos destaques da XX Regata Recife - Fernando de Noronha. Izabel deixou a ilha na madrugada da última sexta-feira (03/10/2008), horas depois da festa de encerramento da Refeno. Mas antes de ir embora, ela não resistiu a um belo mergulho de planasub - um esporte criado pelo engenheiro de pesca Leonardo Veras, onde o mergulhador usa uma prancha e é rebocado por um barco para observar o fundo do mar e dar piruetas debaixo d´água. O gatinho Eric ficou no barco, enquanto Izabel mergulhava e curtia a companhia de tartarugas, raias, moréias e outros peixes.
"- Só não vi tubarões, ainda bem! O mergulho foi perfeito." disse Izabel que não dispensou uma roupa de mergulho. "- Sinto muito frio lá embaixo." - completou.
Leonardo Veras acompanhou Izabel e os jornalistas que foram cobrir a regata.
"- Eu já conhecia a Izabel. Quando ela chegou da última travessia do oceano Atlântico, passou por Noronha e mergulhou de planasub pela primeira vez. É preciso coragem para velejar sozinha por aí." disse Leo.
(Refeno, 07/10/2008).
NOTA: A travessia entre o Arquipélago Fernando de Noronha e a cidade de Paraty, RJ, levará cerca de 12 dias. A viagem está prevista para ser sem escala. Se tudo correr bem como na ida para Recife, aportará na Marina Porto Imperial, na quarta-feira, dia 15.
MARINA PORTO IMPERIAL
Rodovia Rio-Santos, km 578 - Baía de Paraty, Paraty - RJ.
http://www.marinaportoimperial.com.br
Festa premia vencedores da Refeno
Porto de Santo Antônio, Arquipélago Fernando de Noronha, 01/10/2008.
A primeira e até agora única mulher a embarcar sozinha na Refeno, Izabel Pimentel, também foi premiada.
A festa de premiação dos vencedores da Refeno foi um sucesso. Começou por volta das 19h com show - voz e violão - de Ângelo Loyo. às 20h, o mestre de cerimônia Cristiano Régis anunciou os prêrmios especiais da XX Regata Recife - Fernando de Noronha.
O tripulante mais jovem - Pedro Manoel Lima Barbosa, de 3 anos e a mais velha de toda a regata - Olga Danilenco Gallego, de 79 anos e 4 meses - os dois do veleiro Triiunfo II, ganharam troféus. A primeira mulher a cruzar a linha de chegada foi Luzimeire Lima. A primeira e até agora única mulher a embarcar sozinha na Refeno, Izabel Pimentel, também foi premiada. O penúltimo a cruzar a linha de chegada - o Avoante I - ganhou o troféu "Tartaruga Marinha". A tripulação com a maior média de idade foi o Al´Nair - levou para casa o troféu "Barco a Velho". A mesma embarcação levou também o troféu de barco que veio do local mais distante - Suiça - a 4.500 milhas. Depois foi a vez dos primeiros veleiros do Rio grande do Norte - Jazz II, Paraíba - Acauã e Alagoas - Talisman serem premiados. O primeiro barco que chegou a Noronha com um comandante membro da ABVC foi o Gosdo D´Àgua. A primeira embarcação do Crucero de la Amistas a chegar foi Cenizo. E o troféu "Pato da Refeno" ficou para o comandante do Horizonte, Antônio Carlos Aricó, que precisou dar 4 bordos para conseguir passar na linha de chegada. O troféu Edivaldo Couceiro foi para o monocasco Tomgape e para o multicasco Ave Rara - primeiros monocasco e multicasco pernambucanos a cruzar a linha de chegada. O troféu Nilson Campos ficou com o veleiro Makai - O Mltishine Voador. Theo e Lívia Chaves Marcolin , as crianças do veleiro Ilha do Mel, levaram o prêmio desbravadores mirins, pois darão a volta ao mundo. E o troféu Carlos Alberto Ciarlini ficou com o veleiro Aratu. Também receberam prêmios especiais "Amigos da Refeno" vários colaboradores da regata. A empresa Nautos - maior empresa de produtos náuticos do país cedeu prêmios que foram sorteados entre os velejadores da Refeno.
Depois foi vez dos vencedores. O Adrelanina Pura, da Bahia, foi o fita azul multicasco e o Maximus, o fita azul monocasco. Dezoito categorias foram premiadas, com troféus para todos os tripulantes que ficaram em 1º, 2º e 3º lugares. O Ave Rara, de Pernambuco, ficou com o primeiro lugar na Multicasco C. A animação tomou conta dos vencedores. Muitos levaram a bandeira do estado que representam ao palco. Mas a festa só estava começando. A praia ficou lotada até a madrugada.
(Fonte: Refeno, 01/10/2008).
Izabel chega em segundo lugar na ‘Classe Aberta B’
Porto de Santo Antônio, Arquipélago Fernando de Noronha, 02/10/2008.
Izabel obteve a segunda colocação na ‘Classe Aberta B’, na concorrida XX Regata Oceânica Internacional Recife- Fernando de Noronha. O Petit Bateau, um Open 6,50 de 21 pés (6,5 m) fez a travessia em 46:58:40 hs. Ela deixou o Marco Zero, em Recife, na tarde de sábado, dia 27/09/2008, alcançando o Porto de Santo Antônio, em Fernando de Noronha, na segunda-feira, dia 29/09/2008, às 11:58:40 hs.
A festa de premiação aconteceu na noite de ontem, no Porto de Santo Antônio.
Em toda a história da Refeno – Regata Recife-Fernando de Noronha, a Izabel é a primeira mulher a realizar esta travessia em navegação solo. O feito a deixou muito feliz; e preparada para novos desafios.
A volta a Paraty, RJ, deverá se iniciar nos próximos dias. Será uma jornada longa, não inferior a doze dias. O velho marinheiro, que a acompanha, um gatinho de 3 meses, o Petit Eric, velejador testado e aprovado, não vê a hora de zarpar rumo ao seu porto seguro. Ele não tem o pedigree de seu antecessor, o Bes, mas enfrenta as águas dos mares com coragem e ousadia. Coragem, que já causou preocupação à sua dona, quando se atirou n’água e deu uma volta nadando em torno do barco.
Agora é só festa
Todos os veleiros da Refeno estão em Noronha.
Os últimos veleiros chegaram a Fernando de Noronha nesta terça-feira. No último sábado, 102 embarcações saíram do Marco Zero, na XX Regata Recife - Fernando de Noronha. Apenas o veleiro Tah e Mar, da Paraíba, não conseguiu concluir o percurso.
O último a chegar ao arquipélago foi o veleiro Fides, do Recife, hoje pela manhã. Já o Avoante I ficou em penúltimo e vai levar o troféu "Tartaruga Marinha".
Às 11 horas da manhã sai o resultado definitivo de todas as categorias.
Para a maioria dos tripulantes, que teve a sorte de chegar ao paraíso, muita festa: Happy hour no Museu do Tubarão e muito chope na creperia Arte e Sabor. Os velejadores aproveitam os momentos em terra firme para passear nas praias da ilha. Outros têm marcado passeio de barco e mergulho. A festa de premiação é amanhã, às 6 da noite, no Porto de Santo Antônio.
(Fonte: XX Refeno, 30/09/2008).
Velejadores famosos ancoram na Ilha Fernando de Noronha
Porto de Santo Antônio, arquipélago de Fernando de Noronha, 29/09/2008.
O Petit Bateau de Izabel Pimentel cruzou a linha de chegada, nesta segunda-feira, na posição de número 63, com o gatinho Petit Eric a bordo. Izabel é a primeira mulher a participar solitária da Refeno. O percurso Recife – Ilha Fernando de Noronha durou 47 horas e 2 minutos.
O Porto de Santo Antônio, no arquipélago de Fernando de Noronha, começa a ganhar um novo visual. Até o começo da noite, cerca de 80 embarcações que participam da XX Regata Recife - Fernando de Noronha já estavam ancoradas. Veleiros que chegaram ainda no sábado, como o Adrenalina Pura, da Bahia e o Ave Rara Lubrax Náutica, de Pernambuco e barcos que levaram quase dois dias para avistar a ilha, como o Horizonte, do comandante Antônio Carlos Aricó.
No mirante do Boldró, o dia foi agitado para a comissão de regata, que não desgrudava os olhos do mar e anotava o tempo de chegada de cada embarcação.
Entre os que concluíram o percurso, estava o veleiro Aysso, da família Schürmann, que comemorou a vitória na categoria monocasco de aço, com o tempo de 40 horas, 44 minutos e 38 segundos.
Houve também quem chegasse ao porto rebocado, como o veleiro Samurai Ni, que quebrou o leme a 30 milhas de Noronha. Os 5 tripulantes ficaram à deriva durante uma hora e meia. Eles contaram que forçaram para ganhar na categoria RGS D, estavam na frente, quando o leme não suportou a pressão. O anjo da guarda deles foi o Lubrax Sintonia, que abriu mão de chegar mais rápido para socorrer os concorrentes.
"- Não dá para deixar de ajudar um colega de regata, na hora do sufoco." disse Dênis Perez, um dos tripulantes.
As xarás Isabel Swan - medalhista olímpica em Pequim na classe 470 e Izabel Pimentel, velejadora solitária, também chegaram nesta segunda-feira.
O veleiro Ventanero Atlântico Sul, de Isabel Swan, chegou em décimo quarto lugar na classificação geral. Já o Petit Bateau de Izabel Pimentel cruzou a linha de chegada na posição de número 63, com o gatinho Petit Eric a bordo. Izabel, primeira mulher a participar solitária da Refeno, contou se atrapalhou na hora da chegada. Confundiu um barco de pesca com o miniveleiro que marca a linha de chegada e teve que dar um bordo para passar antes da bóia.
"- Foi uma pena, porque quase dez veleiros que vinham colados em mim passaram na minha frente, poderia ter sido bem melhor a minha colocação geral." lamentou.
Mesmo assim Izabel estava feliz.
"- A viagem foi muito rápida. Nem senti o tempo passar." disse ela depois de 47 horas e 2 minutos no mar.
A primeira coisa que fez ao chegar em Noronha foi tomar um banho de água doce e depois levar o gatinho para passear.
(Fonte: XX Refeno, 29/09/2008).
População lota Marco Zero
Veleiros partem para Noronha.
Um público fiel e animado compareceu ao Marco Zero, na cidade do Recife, para prestigiar o evento mais importante do calendário náutico de Pernambuco e o maior da América do Sul - a XX Regata Oceânica Internacional Recife- Fernando de Noronha. Muitos vieram se despedir dos velejadores, torcer pelo seu barco preferido ou simplesmente desfrutar do belo espetáculo, que contou com a presença de toda comodoria do Cabanga, autoridades, patrocinadores, turistas e o público em geral. Durante todo o desfile dos barcos, a emoção tomou conta da multidão, que acenava ou batia fortes palmas, parabenizando os participantes.
A primeira partida, das quatro no total, foi dada às 13h, quando os 118 veleiros das classes Aço, RGS, Aberta, Orc e Multicasco, cruzaram a linha rumo ao Arquipélago. “ Hoje o povo recifense teve a oportunidade de presenciar um lindo espetáculo náutico e comemorar os vinte anos da Refeno”, enfatizou o diretor geral da Refeno, Cleidson Nunes.
(Fonte: XX Refeno, 27/09/2008).
Solenidade oficial e confraternização entre velejadores marcam abertura da regata
A vigésima edição da Regata Recife - Fernando de Noronha, a maior competição oceânica do país, foi aberta oficialmente nesta quinta-feira, 25, no Cabanga. O secretário de Turismo de Pernambuco, Sílvio Costa Filho e o secretário de Turismo do Recife, Samuel Oliveira, representaram o governador Eduardo Campos e o prefeito João Paulo, respectivamente, na cerimônia de abertura. Várias autoridades prestigiaram o evento e também as estrelas da festa: velejadores do Brasil e do "-Essa regata já é uma tradição e está na agenda dos velejadores. É um cartão postal da nossa cidade", disse o comodoro do Cabanga, Samuel Cavalcanti, ao abrir oficialmente a edição 2008. O vice-comodoro, Ronald Cavalcanti, o diretor da Refeno, Cleidson Nunes e diversos diretores e funcionários do Cabanga também foram à festa. A solenidade, que teve início com o hasteamento das bandeiras foi encerrada com uma grande confraternização.
Após a abertura oficial, houve o lançamento do selo comemorativo dos Correios, em homenagem à regata, a prestação de contas das ações sociais, a entrega do prêmio Amigos da REFENO e recebimento do Selo Verde em Ecologia e Carbono Neutro.
A música também teve espaço, com o lançamento do CD Velas do Brasil e do frevo REFESTAR feito para a regata. Depois, o show com a banda pernambucana NÓS 4 animou os convidados.
(Fonte: XX Refeno, 25/09/2008).
Izabel Pimentel lançou livro na Refeno
A velejadora solitária conversou com velejadores e autografou livros, no Cabanga.
A velejadora Izabel Pimentel teve um dia pra lá de agitado, na segunda-feira, 21, no Recife. Participou de ações sociais na comunidade de Brasília Teimosa, visitou a fundação Altino Ventura, fez uma palestra sobre sua experiência de velejar solitária mar afora e ainda lançou o livro "A Travessia de uma Mulher", no Cabanga. Quem quiser comprar o livro de Izabel, é só procurá-la no clube e fazer a encomenda. O preço é promocional: R$ 30,00. Hoje outro livro será lançado, às 16:30, no Cabanga: "O Melhor Ano de Nossas Vidas" - de Sérgio Gomes.
Às 19:30, o comandante Antônio Carlos Aricó faz palestra sobre a fantástica história da volta ao mundo do veleiro Horizonte.
(Fonte: XX Refeno, 21/09/2008).
Segunda-feira de ação social na Refeno
Velejadores visitam Brasília Teimosa.
A segunda-feira começa agitada, em Brasília Teimosa, no bairro do Pina, com um dia dedicado à comunidade, na Colônia de Pescadores. Numa parceria com a Fundação Altino Ventura, a XX Regata Recife – Fernando de Noronha vai oferecer vários serviços, como ação de combate e prevenção à cegueira, corte de cabelo e saúde bucal. Serão distribuídos kits escolares na escola da comunidade e protetor solar ao pescadores. A ação social começa às 9h e vai se repetir durante toda a semana. Nesta segunda-feira, alguns velejadores da Refeno irão acompanhar as atividades, em Brasília Teimosa: Izabel Pimentel e Sérgio Gomes, que lançam livros, esta semana no Cabanga e Heloísa Schürmann, da família aventura.
Heloísa, que vai embarcar na Refeno, no veleiro Aysso, teve um domingo animado, no clube. O dia foi dedicado às crianças. Na quadra, houve muita brincadeira, com piscina de bolas, pula-pula, pipoca e algodão doce. Heloísa e a artista plástica Ziza Pantoja ajudaram a animar a criançada.
Confira a programação completa desta segunda-feira
9h – Início das atividades sociais na comunidade de Brasília Teimosa (combate e prevenção à cegueira, corte de cabelo e saúde bucal). Distribuição de kits escolares.
9:30 – vistoria das embarcações, no Cabanga.
14h às 18:30 – Feira de artesanato e exposição com stands de patrocinadores, Correios, Marinha, Bombeiros, Abav, UFRPE.
14:30 – Palestra sobre utilização de Equipamentos de GPS e navegação por satélite, com o professor José Antônio Manso – UFPE.
15:30 – Palestra sobre meteorologia para navegantes com o professor José Swami – UFRPE.
16:30 – Noções básicas de Primeiros Socorros em alto mar com os médicos Felipe Lima e Dr. Marcelo Soares.
18h – Happy Hour – voz e violão.
19:30 – Lançamento do Livro “A Travessia de uma Mulher” - com Izabel Pimentel.
(Fonte: XX Refeno, 21/09/2008).
Izabel conclui a travessia Paraty – Recife
Cabanga Iate Clube de Pernambuco, Recife, 09/09/2008, 07:40 hs.
Distância Paraty – Recife: 1.154 mn (2.137 km).
Tempo: 11d – 10hs.
Izabel chegou esta manhã em Recife proveniente de Paraty, de onde saiu no dia 28 do mês passado. A travessia levou exatamente 11 dias e 10 horas. O barco Petit Bateau teve um ótimo desempenho, singrando sem nenhum problema. Nalguns momentos, favorecida pelos ventos, ela foi obrigada a baixar os panos, a fim de reduzir a velocidade do barco.
“- A redução da quilha resultou num bom aproveitamento do barco”. Comemorou. A Izabel mandara diminuir o comprimento da quilha em cinco centímetros, visando dar um ajuste no nível de linha de água, trabalho realizado enquanto o barco esteve ancorado na Marina Porto Imperial.
“- Preciso só trocar a fiação elétrica da luz de sinalização, que está apresentando umas falhas. De resto, a reforma geral providenciada na França deixou o barco realmente em condições de navegabilidade. Fiz esta travessia de Paraty a Recife sem transtornos, permitindo que pudesse dar mais atenção ao meu companheiro de viagem. O Eric, embora sendo um marinheiro novato, com experiência só das águas da Baia de Angra dos Reis, onde me acompanhou em excursões de caiaque e no Petit Bateau, mostrou que é talhado para o mar. Se comportou como um velho marinheiro. Como medida de segurança, mantive-o ligado a uma corda, limitando os seus passos numa área segura. Viajava a maior parte do tempo no convés, fazendo as suas gracinhas. Sujeira só no local determinado, onde tinha terra apropriada. Mas como em toda a regra, houve uma exceção; ele pagou um mico quando viu pela primeira vez um grupo de golfinhos acompanhando o barco. Pirou de vez, escondendo-se na cabine. Interessante como o Eric se adaptou à corda de segurança. Sempre que pretendia passar para o convés, pedia para ser conectado à corda. Previdente o meu gatinho Petit Eric, uma fofura de gato, que ganhei de uns amigos. Ele não tem pedigree, o pelo é liso, malhado; sem o charme do meu saudoso BES, o companheiro que trouxera de Lisboa, onde trabalhei como analista de sistema. Mas me fez companhia e transformou a viagem em momentos únicos para não serem esquecidos.”
Foram 1.154 mn (2.137 km) percorridas de Paraty a Recife. A Izabel chegou em Recife por volta das 06:20 hs de hoje, dia 9, mas só atracou às 07:40. Tão logo pôs os pés no chão procurou um telefone público e ligou para os pais.
- Acabei de chegar.
Expliquei que tinha previsto que ela chagaria em Recife neste tempo, cerca de onze a doze dias.
“- Que dia é hoje.” Quis saber.
Esclareceu que poderia ter antecipado em um dia a chegada se não tivesse seguido a viagem em direção ao Arquipélago de Abrolhos. (Um conjunto de cinco ilhas que fica distante cerca de 72 km da costa da cidade de Caravelas, no Sul da Bahia). Embora não tenha aportado nas ilhas, o trajeto alongou a viagem. O percurso acabou tomando duas retas: Paraty à Abrolhos e Abrolhos à Recife.
“- Vou tomar um banho e procurar minhas amigas.”
Ela vai ficar hospedada no apartamento de duas amigas pernambucanas, navegadoras como a Izabel. Agora é dar uns retoques no barco e esperar o dia 27, para a largada da “XX Refeno - Regata Oceânica Internacional Recife-Fernando de Noronha”. O percurso da regata é de cerca de 295 mn (546 km).
Izabel deixa Paraty rumo à XX Refeno
Marina Porto Imperial, Paraty, 28 de agosto de 2008.
Izabel deixou a Marina Porto Imperial, em Paraty, no seu barco Petit Bateau, rumo a Recife. O barco começou a singrar as águas da baía de Paraty por volta das 21:30 hs. A navegadora participará da XX Refeno - Regata Oceânica Internacional Recife-Fernando de Noronha, cuja largada está prevista para o dia 27 de setembro.
RELEASE SOBRE A XX REFENO
Informativo Nr 01
A Regata Recife – Fernando de Noronha está completando 20 anos. Começou como uma brincadeira de amigos, que se aventuraram mar afora até o arquipélago. Dois anos depois, em 1986 virou coisa séria: teve 20 participantes – inclusive de fora do país. Na época, o equipamento que orientava os velejadores era o radiogoniômetro – uma engenhoca com uma antena enorme, que captava os sinais dos faróis dos aeroportos. Com uma linha imaginária, os velejadores se localizavam, no meio do oceano.
Vinte edições depois, a regata se modernizou. Com a ajuda de equipamentos, como o GPS, tudo ficou bem mais fácil. O número de embarcações foi aumentando, e hoje, mais de 100 veleiros participam da corrida até Noronha – 545 quilômetros entre céu e mar. O número de velejadores passa de mil. Gente solitária, como a mato-grossense Izabel Pimentel, que já atravessou o oceano atlântico duas vezes; e equipes numerosas, como a turma do Voyager, um catamarã de 60 pés que deve reunir cerca de 10 tripulantes.
Entre os inscritos, o velejador olímpico André Fonseca, o Bochecha. Depois de participar das olimpíadas, em Pequim, onde disputa a classe 49er, ele embarca na Refeno, no veleiro Gostod´água, de Santa Catarina.
Para que a regata tenha sucesso, serão investidos cerca de 400 mil reais. Uma estrutura será montada para receber os participantes, com festas no Cabanga e na ilha. Uma equipe começou a trabalhar 6 meses antes do evento. O dinheiro vem dos patrocinadores. Até agora, a Petrobras, o Governo de Pernambuco, a Prefeitura do Recife, Gol – linhas aéreas, Baterias Moura , Estaleiro Atlântico Sul e Ministério do Turismo. E outros estão sendo agendados.
A regata, hoje o principal evento de Fernando de Noronha, movimenta a economia da ilha. As pousadas e restaurantes ficam lotadas. O comércio fatura bastante. É mesmo uma grande festa.
O barco Adrenalina Pura da Bahia, que tem como comandante o empresário Georg Ehrensperger, é o grande recordista da Refeno. Ano passado conseguiu a marca de 14 horas, 34 minutos e 54 segundos – quebrando a própria marca, feita em 2001. Mas para a maioria dos velejadores, a Refeno não é uma competição. É um momento de rever amigos, de viver novas histórias e aventuras – uma grande confraternização.
A partida da Refeno é no dia 27 de setembro, no Marco Zero, no Bairro do Recife.
(Assessoria de Imprensa da XX Refeno).
LANÇAMENTO DE LIVRO
“A Travessia de uma Mulher”
Izabel Pimentel.
O livro “A Travessia de uma Mulher”, editado pela Objetiva, foi lançado na Casa da Cultura de Paraty e, posteriormente, na Livraria Argumento, no Leblon.
IZABEL DÁ ENTREVISTAS NO JÔ SOARES E HAPPY HOUR DA GNT
Izabel Pimentel estará nesta quinta-feira, às 19 h, no programa Happy Hour da GNT
Rio de Janeiro, 12 de agosto de 2008.
“Hoje foi um dia muito, mas muito especial. Voltei para a minha adolescência. Dos tempos que freqüentava o Maracanã com uma bandeira muito grande e vestida de vermelho e preto. Chegava ao estádio às doze horas e o jogo só começava às dezessete horas. Não importava. Passávamos, eu e meus irmãos, horas a gritar; e felizes esperávamos o nosso time entrar. Lá no meio estava o nosso maior ídolo. Aquele jogador tímido, correto, maravilhoso. O Zico era mais que um ídolo para nós. Era nosso herói.
Hoje conversava tranqüila com o grande escritor César Romão, quando, para minha surpresa, o galinho de Quintino surgiu e se juntou a nós. Não podia acreditar que ele estava ali e iria participar do mesmo programa de tv que eu.
Caracas! Meus olhos brilharam. Confesso que fiquei super orgulhosa e feliz. Hoje é um dia que vai ficar pra sempre na minha memória. Para completar, a velha guarda da Portela entrou. Quase chorei, viajei no tempo, naquela mesma época da adolescência, que não perdia uma apuração no Maracanazinho. Um tempo que era fácil sorrir. Um tempo em que menina moça a diversão era sempre garantida. Um tempo em que o Flamengo e a Portela eram presenças constantes nos nosso papos.
O tempo passou. Nem sei a colocação da minha escola de samba e nem sei se meu time ganhou ou perdeu. Nem sei o nome de nenhum jogador.
Nossa! Tornei-me mulher, viajei e os focos viraram para outras direções. E esse tempo se perdeu num passado distante!
Bel”
Izabel Pimentel estará nesta quinta-feira, às 19h, no programa Happy Hour da GNT. Ao lado de Arthur Antunes Coimbra, Zico, do escritor e jornalista César Romão e da Velha Guarda da Portela.
Vídeo da entrevista da Izabel no programa do Jô Soares
Assista ao vídeo.
Izabel no Programa Jô Soares
Hoje, dia 30, quarta-feira, a Izabel será entrevistada na TV Globo, Programa Jô Soares. Ela falará sobre as suas viagens, em particular a travessia do Atlântico em solitário, num barco à vela de 21 pés (6,5m). E comentará sobre a publicação do livro “A Travessia de uma Mulher”, Editora Objetiva. O livro conta a aventura que foi cruzar o Atlântico, os problemas enfrentados durante a travessia e a chegada em Fortaleza, depois de 42 dias de navegação, desde Lisboa, Portugal. A noite de autógrafos acontecerá na Livraria Argumento, dia 4 de agosto, segunda-feira próxima, a partir das 19 horas. A Livraria Argumento fica na rua Dias Ferreira, 417, no Leblon.
NOTÍCIAS
Izabel na mídia
. Domingo último, dia 20/07/2008, o jornal O Globo, no caderno de Esportes, seção Ciência / Saúde, página 40, publicou uma matéria do jornalista Carlos Albuquerque em que é abordado o tema da solidão. Nos textos “Sem Medo da Solidão” e “Na Companhia do Oceano”, o jornalista com o auxílio de especialistas comenta o trabalho da Izabel, o seu relacionamento com o mar e a solidão.
. O jornal O Dia, no caderno D Mulher, na página D4, dia 05/07/2008, sábado, a jornalista Kamille Viola apresentou uma matéria interessante sobre a Izabel. Trata da crise dos 40 anos, e comenta o lançamento do livro “A Travessia de uma Mulher”.
. Estes dias a Izabel gravou uma entrevista com o repórter Marcos Wagner para a rádio Lance.
. Os últimos dias não têm sido só de divulgação do livro “A Travessia de uma Mulher”. A Izabel também esteve presente na Semana de Vela de Ilhabela, participando de algumas regatas. “Foi gratificante a minha presença em Ilhabela”, disse a Izabel, após o seu retorno para Paraty, onde ainda permanece, alternando saídas com o barco Petit Bateau e seu caiaque Brasileirinho.
VÍDEOS
2.ª Travessia do Atlântico
Parte 1 - 02:21 ms.
Partida de Sète (França): Transporte, problemas apresentados no barco, reformas, testes, treinos.
Parte II - 01:46 ms.
Espanha: Baleares, Calmarias e Alicante.
Parte III - 02:02 ms.
Estreito de Gibraltar.
Parte IV - 01:41 ms.
Ilhas das Canárias.
Parte V - 02:01 ms.
Cabo Verde.
Parte VI - 01:22 ms.
Travessia: Passagem pela Linha do Equador e vista do Arquipélago Fernando de Noronha.
Parte VII - 03:05 ms.
Retrospecto da Travessia: Sète (França), Lazarote (Espanha), Estreito de Gibraltar, Ilhas Canárias, Boa Vista (Arq. de Cabo Verde), Passagem pela Linha do Equador, Arq. Fernando de Noronha, Recife.
Retrospecto pelo Brasil: Abrolhos, Ilha da Trindade, Plataforma de Campos e Paraty.
PINTURA DE BARCO
O barco Petit Bateau com o qual a Izabel realizou a sua segunda travessia do Atlântico em solitário, receberá uma nova pintura. A tinta é patrocinada pela International Paint. A limpeza e pintura do casco começam nesta segunda-feira, dia 30/06. Quem for à Flip, em Paraty, esta semana, terá a oportunidade de ver de perto o barco Petit Bateau. Ele se encontra na Marina Porto Imperial.
MARINA PORTO IMPERIAL
Rodovia Rio-Santos, km 578 - Baía de Paraty, Paraty - RJ.
http://www.marinaportoimperial.com.br
INTERNATIONAL PAINT
http://www.internationalpaint.com/por/default.asp
VISITA E PALESTRA NO VI ENCONTRO NACIONAL DA ABVC
Marina Bracuhy, Angra dos Reis, RJ, 5 de maio de 2008.
ABVC - Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro.
“No dia 1 de maio deu-se início ao VI encontro da ABVC, que tive a oportunidade de estar presente. É verdade que cheguei meio tímida, bem não sei de usei a palavra certa, digamos deslocada. Mas um sorriso me recebeu. Era a simpática navegadora, também solitária, Cristina, do veleiro Aquarela, que vem me recepcionar. Logo já me sentia em casa.
Caminhei pelo evento e fui observando um pouco daquele encontro de pessoas amantes do mar. O fundo musical de Suzy e Vitor.
Antônio Carlos Aricó, do veleiro Horizonte, passa por mim, elegante e simpático. Numa barraca, protegido de uma garoa fina, encontrei Helio Magalhães, sempre prestativo. Quando cheguei a Paraty depois da minha segunda travessia, com os pés no chão, ele me ofereceu um chinelo de presente e meu primeiro lanche em terra. Com um sorriso largo, Eneida, do veleiro Rapunzel, logo me chama e botamos o papo em dia. Quantas coisas a contar, quantas coisas a ouvir. Mas logo um homem me chama atenção. Com duas crianças e uma historia. “O Melhor Ano de Nossas Vidas” é o livro dessa pequena e grande família. Confesso que Sérgio, Jonas e Carol, me fizeram perceber que existe algo muito importante na vida. Existe a cumplicidade, a união, o amor e a realização.
Reencontro Fram, uma nova amiga, que conheci em Paraty. Faz-me companhia, nas compras, sauna e coisas de mulher. Nos acabamos nas compras no barco Blue Bird, da Duda.
Aos poucos arrumo várias amigas. Uma me ofereceu uma chapinha. Rsrsrsrsr. Na frente de alguns marujos. Aiaiai. Agradeci, mas quando me olhei no espelho. Bom, bem que... Deixa quieto.
Outra coisa que me chamou a atenção era a quantidade de cachorros a bordo dos barcos. Fiquei amiga de alguns, outros passava um pouco distante, é verdade, mas a presença deles tornava o lugar ainda mais simpático.
Mara e o sorridente Hélio, do veleiro Maracatu, trabalhavam no evento. Ele só perdia na alegria para Werber, o gaúcho. Nunca conheci alguém tão animado.
Nesses dias entre cursos, bate papos e troca de conhecimentos, fui acalmando a mulher elétrica e tempestuosa que sou. Lembrei-me do meu namorado Alain e seus filhos. Esses dias não eram para estar sozinha.
Com um sotaque carregado, apesar dos anos distantes de sua terrinha, o português Francisco Amorim, me impressiona. Não pela sua bela travessia do Atlântico Sul, aos 74 anos. Mas pela sua sabedoria. Passamos horas conversando. Na sua palestra as lágrimas desceram dos meus olhos. Em “Musssulo Um Abraço a Vela”, ele descreve sua travessia do Brasil a Angola, na busca de um velho sonho.
Fiz um curso de motor de popa, assisti palestras, falei de barco, barco e barco. Rsrsrsrs. Diverti-me. Dei algumas voltas ao mundo, principalmente com o veleiro Samba.
No ultimo dia foi minha vez de falar. Tonico me observava. É, meu amigo, parece fácil, mas não é fácil não. Conto um pouco da minha segunda travessia do Atlântico. Que combina com o evento, pois não deixou de ser um pequeno cruzeiro.
Não posso deixar de falar nos jantares e no churrasco. Resumindo apenas como maravilhosos; ou melhor perfeitos.
Folheio as páginas de um livro que me chama a atenção. Dias atrás, em Paraty, fui visitar um veleiro, um Delta 32. Um veleiro construído no Brasil, muito agradável. E esse livro contava uma viagem de volta do Atlântico num Delta 36: “Retratos de Viagem”. Osvaldo me presenteia um exemplar. Nem acredito. E me escreveu essa dedicatória:
“Você que conhece o mar sabe o quanto ele é grande. Sabe também que ele aproxima os amigos...” Era isso. A ABVC é um encontro de amigos.
Não só encontrei amigos, como fiz novos amigos.
Agora eu também faço parte dessa grande família.
Bel, veleiro Petit Bateau.”
Quero agradecer a ABVC por ter me dado essa oportunidade. E a todos que participaram desse belo encontro.
Izabel fará palestra no VI Encontro Nacional da ABVC
Marina Bracuhy, Angra dos Reis, RJ, 30 de abril de 2008.
O seu caiaque Brasileirinho que conserva as cores do Brasil em seu casco, primeiro barco usado em seu aprendizado e gosto pelo mar, faz a Izabel estar sempre presente em seu habitat natural: as águas dos mares. Ela não o larga. A navegadora de naturalidade mato-grossense, que antes de ser a primeira brasileira a atravessar o Oceano Atlântico em um pequeno barco a vela de 21 pés, faz questão de afirmar que é uma canoeira por amor e vocação. A vela apenas abriu o seu horizonte, levando-a para além das fronteiras da costa brasileira; aventurando-se por outras paragens, como o Canal da Mancha, a Baia de Biscaia, o mar bravio da costa portuguesa, o Estreito de Gibraltar, o Mar Mediterrâneo, o Mar Adriático e o Oceano Atlântico por duas vezes consecutivas. O Oceano Atlântico se transformou em sua rota natural para a entrada na Europa. Novos roteiros estão agendados em seu calendário. Cruzar o Golfo de Suez, o Mar Vermelho, o Golfo de Áden, o Oceano Índico, o Cabo da Boa Esperança. E antes de passar ao largo da cidade do Cabo, África do Sul, em direção ao Brasil, a emoção de vencer as águas turbulentas do encontro dos oceanos Índico e Atlântico! E se pensa que é só, estes são roteiros preparatórios para a grande aventura que será a volta ao mundo, circunavegando a Terra navegando na zona compreendida entre o Trópico de Capricórnio e o Círculo Polar-Antártico. Uma travessia de barco a vela com maior envergadura, melhor equipado com instrumentos de navegação, conforto, e suas companheiras inseparáveis: a coragem e a disposição para vencer novos desafios. Como de sempre será uma travessia em solitário. A cidade de Salvador será o ponto de partida e chegada dessa grande jornada.
Uma questão que fica no ar. A Izabel é uma aventureira, inconseqüente, ou uma mulher predestinada a vencer sempre, que busca realizar os seus sonhos com garra e determinação? A segunda pergunta define melhor o seu espírito de luta. Ela junta o conhecimento técnico indispensável, à garra, determinação e vontade de vencer. Não existe derrota nos planos da Izabel. Ela é movida a otimismo. Está sempre sonhando e buscando realizar os seus sonhos. Assim consegue vencer os obstáculos e fazer de eventuais tropeços uma lição de aprendizado, adquirindo mais forças para seguir em frente.
A Izabel carrega nas veias o sangue do canoeiro. É esse ingrediente que a move e a faz não temer os mares. Ela não teria ido tão longe se lhe faltasse o espírito de luta e determinação do canoeiro. Aprendeu a enfrentar os perigos e a solidão do mar pilotando barcos de madeira e caiaques de fibra. A canoa e o caiaque a fizeram forte e determinada!
É essa mulher guerreira que se apresentará no VI Encontro Nacional da ABVC (Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro), palestrando sobre as suas duas travessias do Atlântico em solitário. Seus ouvintes serão seus velhos companheiros do mar e de remos. Os canoeiros e velejadores dos mares de Paraty e Angra dos Reis.
A palestra está agendada para as 20:30 horas do dia 2 de maio, sexta-feira.
O barco Petit Bateau, com o qual a Izabel realizou a sua segunda travessia do Atlântico, encontra-se na Marina Bracuhy para visitação pública.
ABVC - Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro
Veja a programação.
Porto Marina Bracuhy
Lat. 22º 57,40' S
Long. 044º 23,77' W
Rodovia Rio – Santos, Km 500,5
Angra dos Reis – Rj
URL: http://www.bracuhy.com.br/
E-mail: bracuhy@bracuhy.com.br
Telefone: (24) 3363-1166
MINI-TRANSAT VOLTA A FAZER PARTE DOS PLANOS DA IZABEL
Izabel confirmada nas regatas qualificatórias da Minitransat 2009
Paraty, 03 de março de 2008
“É Paraty que observo ao fundo. Com seus casarios coloniais e suas palmeiras imperiais.
Somos recebidos com uma trovoada de verão. Aproximo-me com pouco panos e aos poucos o vento acalma e a chuva passa. E com uma suave brisa chego a Marina 188 Marcelo sempre simpático nos recebe, eu e o Petit Bateau. Enfim piso em solo paratiense.
Depois de duas semanas meu barco vai para a Marina Porto Imperial onde recebe os primeiros cuidados em terra.
Engraçado, meu barco é bonito. Fico olhando-o a certa distancia. Apesar do nosso casamento ter sido tumultuado, cheio de brigas; passamos uns meses de muita paz.
Não sei se terei saudades, mas ele escreveu sua historia. Foi valente me trazendo do Mediterrâneo até aqui. Permitiu que vivesse dias inesquecíveis em Fernando de Noronha.
No meu caiaque Brasilerinho, saio do Porto Imperial e aproveito para fazer uma visita ao Instituto Náutico de Paraty. Fico arrepiada. Quase 50 crianças freqüentando a pequena escola de vela. Recordo-me do meu primeiro dia que sai pro mar de laser. Entra um vento noroeste e lá vou eu para água. Capoto duas vezes. Essas crianças estão tendo uma oportunidade única. De praticar o esporte, de forma correta, disciplinada, com espírito de equipe desde cedo.
Junior Rameck me apresenta a molecada. Que atenciosos, ouvem seu instrutor falar e um pouco do que tenho a dizer. Confesso que me emociono.
Ao fundo, Dona Dandô, matriarca do pequeno veleiro Polinésio, nos observa. Mulher valente, que em um catamaram de 21 pés vive com sua família.
Muitas histórias para ouvir.
Muitas histórias ainda serão vividas.
Muito bom saber que apesar de estar em qualquer lugar distante, existe um pequeno e belo porto que nos espera e nos permite ficar.
Bel”
Izabel Pimentel se encontra na cidade de Paraty, onde se organiza para retornar a França. Com presença confirmada nas regatas qualificatórias da Minitransat 2009, Izabel aguarda o lançamento do seu livro, pela editora Objetiva para estrear no calendário 2008 de regatas. Izabel irá participar das regatas em barco de serie Francês, a partir do mês de junho.
- Na vida não dá para deixar coisas mal resolvidas. Não fiz a Mini 2007, agora espero não errar e ter uma participação sem surpresas e decepções. Aproveitando a experiência de duas travessias do Atlântico. Ano passado cheguei a Fernando de Noronha, coisa que me frustrou muito em 2006 e tenho certeza que 2009 iremos chegar a Bahia, com a Minitransat.
- Este ano estou montando uma equipe, eu ficarei só com a minha preparação e acompanhando a manutenção do barco. 2006 e 2007 estava muito sozinha e sobrecarregada, agora não. Quero treinar muito. Passei das 13.000 milhas em solitário em 18 meses, fiz duas travessias do Atlântico, fui a Ilha de Trindade e naveguei a costa Brasileira (Fortaleza-Paraty, Recife-Paraty), além das regatas na Franca. Agora quero ganhar velocidade. Preciso mais técnica e corrigir vícios de uma cruzeirista autodidata. Não dá para ser sempre sozinha.
Quanto a volta ao mundo, Izabel já escolhe cascos, mas prefere só comentar quando já estiver com o projeto adiantado.
- Agora tenho que velejar, velejar e velejar. Depois faremos uma bela festa de apresentação do meu novo companheiro.
O Barco Petit Bateau ficará na Marina Porto Imperial, em Paraty, sua nova casa, onde pode ser visto da Br 101, a espera de um novo e louco dono.
SEGUNDA TRAVESSIA DO ATLÂNTICO
Veja a material.
Com as duas matérias abaixo completou-se a narrativa da segunda travessia em solitário do Atlântico pela velejadora Izabel Pimentel. Ela saiu da vila de Sète, Mar Mediterrâneo, na França, em 01/11/2007, e chegou, finalmente, em Paraty, Brasil, em 18/02/2008. Esse período não correspondeu exatamente ao tempo do percurso, pois a Izabel, depois que alcançou Recife, PE, deu um tempo para descanso no Rio de Janeiro, onde passou as festividades de Natal e Ano Novo com os seus familiares. A viagem foi toda ela tranqüila, e ainda teve a felicidade de aportar no Arquipélago Fernando de Noronha; prazer que não tinha conseguido na primeira travessia quando o barco sofreu avarias nos lemes, e foi levado pelas correntes marítimas para Fortaleza, CE.
Izabel, pilotando o “Petit Bateau”, inicia hoje a sua volta ao Brasil
Sète, França, 1 de novembro de 2007. 11h00 (08h00 em Brasília).
Da cidade de Sète, na costa francesa do Mar Mediterrâneo, a Izabel zarpou na manhã de hoje, às 11h00, rumo ao Brasil. Ela vem pilotando o barco brasileiro Petit Bateau, que passou por uma reforma geral. A Izabel está bem equipada em termos de documentação da viagem. Comprou uma filmadora, uma câmara fotográfica e um note book.
José Geraldo Pimentel
Izabel finaliza a segunda travessia do Atlântico em Paraty
Paraty, 18 de fevereiro de 2008.
Paraty sempre foi o ‘porto seguro’ da Izabel. E hoje não poderia ser diferente. Finalizando a excursão que a trouxe da França até o Brasil, pela segunda vez atravessando o Oceano Atlântico em solitário, ela deixa, pelo menos por enquanto, o barco Petit Bateau na cidade histórica de Paraty. A cidade que a encaminhou pelos prazeres dos mares; primeiro navegando de canoa, depois de caiaque, e finalmente de barco a vela.
O mar se transformaria em sua estrada, fazendo conhecer de caiaque mais de dois terços da costa brasileira, o litoral de Portugal, e parte da Espanha. Incursões realizadas em solitário.
Nesse regresso às suas origens, a Izabel fez uma ‘social’ na Ilha de Caras, em Angra dos Reis, por lá passando neste final de semana, sábado e domingo, quando se realizava a 9.ª Regata Caras-Revista Náutica.
Izabel tem muitos planos para o futuro. Alguns prefere manter longe dos holofotes, por se tratar de projetos só seus. Mas é certo que participará de uma regata de longo percurso, ano que vem, antes de empreender o seu grande projeto de volta ao mundo em solitário, num barco maior e mais confortável do que os seus velhos companheiros ‘Vanguard 1’ e ‘Petit Bateau’. Ainda neste semestre de 2008 ela estará lançando o livro que narra a sua travessia pioneira do Atlântico num barco a vela, de 6,5 m, em solitário. A narrativa de sua incursão de caiaque foi motivo do seu primeiro livro, intitulado ‘Brasil e Portugal a remo”. A história de sua passagem pela Europa e conseqüente segunda travessia do Atlântico, também em solitário, daria a edição de um terceiro livro cheio de emoções; mas por enquanto não faz parte de seus planos. Ela tem pressa em se lançar ao mar. Como diz: “o mar é a sua estrada!”
ÍNDICE
Travessia do Atlântico em navegação solo.
A Bandeira.
Manifestações de apoio.
TRAVESSIA DO ATLÂNTICO EM NAVEGAÇÃO SOLO
Izabel é a primeira brasileira a cruzar o Atlântico em navegação solo
Cinco séculos se passaram. E a nossa Izabel Pimentel, mato-grossense, analista de sistema e navegadora por paixão e espírito de aventura, partiu de Lisboa, em busca da realização de uma façanha ainda não realizada por nenhuma outra brasileira.
Ela tem experiência de vela e outros esportes náuticos. De caiaque percorreu grande parte do litoral do Brasil, e toda a costa de Portugal e uma parte da Espanha, sempre em solitário. No livro editado e lançado pela editora Termo Aventura, - Brasil e Portugal a Remo, - a Izabel Pimentel narra essas incursões pelo litoral, passando dias seguidos em alto mar, parando apenas à noite para descansar, e dormindo em sacos ao relento, nalgum canto de praia deserto que ia encontrando em seu trajeto.
Sua nova aventura tem muito da história do descobrimento do Brasil.
Partindo de Belém, em Lisboa, numa segunda-feira, dia 9 de março de 1500; 44 dias depois, a esquadra, comandada por Pedro Álvares Cabral, que se dirigia para as Índias, avista terra “... um monte grande, muito alto e redondo e outras terras mais baixas ao sul...”. Era “... a horas de véspera”, numa tarde de quarta-feira, 22 de abril. Ao monte chamou “Monte Pascoal e à terra - Terra de Vera Cruz”. Supôs tratar-se de uma ilha. Dez dias, após, seguia seu destino para Calicute, Índia, onde deveria instalar um entreposto comercial.
Através de seu escrivão, Pero Vaz de Caminha, fez chegar ao El Rei Dom Manuel, o Venturoso, a notícia do “achamento” da Terra “... de tal maneira e graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem”. Os nativos que encontrou na região eram uma gente simples, gentil e de costume inusitado, pois viviam “nus, sem nenhuma roupa que lhes cobrissem suas vergonhas”. A convivência foi pacífica e participativa. Na segunda Missa, rezada às vésperas da partida, dia 01 de maio, os silvícolas, já integrados com os visitantes, se fizeram presentes e participaram do ato religioso, oficiado pelo Frei Henrique Soares (de Coimbra).
A travessia do Oceano Atlântico teve como ponto de partida a Marina de Cascais, em Lisboa, não exatamente a praia do Restelo, em Belém, como pretendera. As condições de trafego no rio Tejo não lhe permitiram deslocar o pequeno barco à vela até a frente do Padrão dos Descobrimentos. Lá estivera, anteriormente, em sua excursão de caiaque.
A Izabel utiliza um pequeno barco à vela, um Mini-Transat Proto Berret, de 6,5 metros de comprimento, construído em 1987 por Yves Dupasquier. Um barco francês comprado em Saint Quay-Portrieux, Bretagne, França, com o qual fez essa travessia histórica.
A primeira parada no Brasil estava prevista para ser no Arquipélago Fernando de Noronha. Problemas com os lemes, correntes e ventos contrários, findaram levando-a para o litoral de Fortaleza. De lá seguiu para a Vila de Santo André, em Santa Cruz Cabrália, na Bahia, localidade do resorte Costa Brasilis que patrocina o Projeto Atlantic Freedom. No caminho fez escalas numa das plataformas da Petrobrás, na área de Pescada, a PPE-1A, e em Natal.
Embora o percurso seja marcado pela travessia do Atlântico, a Izabel já fez um trecho de 910 milhas náuticas, em 10 dias, levando o barco de Saint Quay-Portrieux até a Vila de Cascais, Lisboa, trajeto em que pegou calmarias e tempestades. “O vento e a corrente contra e o aumento da ondulação, de 3 a 4 metros, fazem o casco bater com violência na água. O vento oscila entre 20 e 25 nós. O mar já apresenta ondas arrebentando e lavam o convés.” Descreveu em seu diário. Mas nada que a amedrontasse.
Ela levou filmadora e máquina fotográfica para registrar o evento. Tem equipamento de GPS para se orientar e Iridium, telefone via satélite, com o qual se comunica em fonia.
A Izabel não contará com um escrivão para narrar sua aventura. E nem pretende se passar por uma nova desbravadora de mares e oceanos, como heroicamente fizeram os grandes navegadores da História, dentre eles Pedro Álvares Cabral. Sempre foi o seu sonho atravessar o Oceano Atlântico em solitário, ao tempo que quis contar pontos para a Mini-Transat 2007. Ela própria irá escrever a travessia, lançando um novo livro brevemente. O destinatário do livro não será o El Rei Dom Manuel, o Venturoso, mas os seus leitores. E a terra, já descoberta, também não é a “Ilha de Vera Cruz”, como imaginaram Pedro Álvares Cabral e sua tripulação; mas o nosso decantado país, dos sonhos dos brasileiros, que todos os dias tentam redescobri-lo, cercando-o de todo o carinho e ávidos de dias melhores, de prosperidade e
felicidade!
É a Bel, e seu feito, modestamente reafirmando o valor da mulher brasileira, que todos os dias prova que não é o sujeito secundário da história, mas o agente propulsor, que ao lado do homem, constroem, juntos, este “Brasil, meu Brasil brasileiro”, como disse o poeta!
José Geraldo Pimentel
Rio de Janeiro, 10 de julho de 2006.
Quem é a Bel
Izabel Pimentel é natural do Mato Grosso do Sul. Graduou-se Analista de Sistemas na Universidade Federal Fluminense.
É no Brasil, uma das atletas com maior percurso navegado a remo e em solitário. Remou, contra a corrente, de Santos a Vitória, um pouco mais de 1000km. O litoral sul da Bahia, cerca de 800km.
Na Europa, remou toda a costa Portuguesa, de Caminha até Vila Real de Santo António, 840km. Na Espanha, do Rio Guardiana, divisa Portugal-Espanha, até a cidade de Tarifa, Estreito de Gibraltar, mais de 300km.
Em barco à vela navegou grande parte do litoral brasileiro, Costa Portuguesa e o Mediterrâneo.
Trabalhou como skipper na costa brasileira e na escola de Vela Lusa, em Lisboa.
Este ano de 2006, antes da travessia do Atlântico em solitário, navegou de Saint Quay, França, até Lisboa, Portugal.
Izabel a garota do mar
Nas águas mansas,
Do azul do mar,
O barco vai deslizar
Na luz sonâmbula da manhã.
Na primavera... o barco vai navegar.
O mar meu grande amigo!
Nas ondas vou velejar,
As correntezas me açoitam.
Nas asas, tontas da luz,
Ecoam fortes guinchos das gaivotas no ar,
E no meu peito saudade e solidão!
Silêncio... espanto e medo!
A felicidade renasce,
Quero tudo ver e encontrar!...
A pureza deste mar,
Deste céu para adormecer ao léu.
E meu sonho realizar!
A noite chega cabreira,
Sob o céu constelado,
E o silêncio mudo e profundo.
Ouço meu grito,
E o imenso gemido do vento,
Com os meus cabelos a brisa brinca,
No mar de ondas distante.
(Autora: Marlene Pimentel Cerqueira).
Carta de Pero Vaz de Caminha, Wikisource.
Aquarela do Brasil - Ary Barroso (1939).
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A BANDEIRA
“Bandeira do Brasil que a brisa beija e balança, estandarte que à luz do sol encerra as divinas promessas de esperança...”
Cantam em versos e prosas os poetas.
A bandeira repousava sobre uma prateleira especialmente preparada para servir de vitrine, na porta de entrada da exposição fotográfica comemorativa dos quinhentos anos do descobrimento do Brasil. O arranjo lhe conferia um lugar de destaque, ao lado de fotos e objetos. Fotos de gente e de objetos da terra distante que ficara do outro lado do oceano.
Aquele espaço sagrado representava a alma de um povo nobre, bom, trabalhador, que honraria qualquer nação que o tivesse filho. Todos os que por aquele corredor estreito passassem, sentiam alguma coisa de vibrante, forte, que penetrava na pele, corria nas veias, e apertava o coração. Se era um brasileiro, não deixava de escorrer uma lágrima na face. E um português, exultava pela lembrança de ser o pai de tão distinta e altaneira nação. A nação brasileira que os portugueses descobriram e amavam como se fora a sua segunda pátria!
Logo ao pisar a soleira do grande salão, os olhos batiam num quadro que mais se parecia uma gravura. Uma gravura de índios pataxós, alinhados a frente de uma cruz de ferro, grande, plantada sobre uma base de mármore. Essa cruz simbolizava a Primeira Missa que fora celebrada no dia 26 de abril de 1500, às ordens de Pedro Álvares Cabral, e oficiada por Frei Henrique (de Coimbra). Esse evento ocorreu no Espaço dos Descobrimentos, na Vila de Cascais, em Lisboa, no dia 7 de setembro do ano 2000.
Um mês depois, na casa em que o almirante português morou (Casa do Brasil/Pedro Álvares Cabral), em Santarém, a bandeira ganharia um novo destaque, posta cuidadosamente sobre um balcão ao lado da bandeira irmã de Portugal. Era uma reprise da exposição, que contou com a organização e coordenação do presidente da casa, Senhor Duarte Nuno Pinto da Rocha.
Essa exposição itinerante foi levada para Portugal sob os auspícios de uma jovem brasileira.
A bandeira a acompanharia em outras ocasiões importantes. Uma aconteceria na Espanha na passagem do ‘Brasil 1’, durante a competição Volvo Ocean Race. Na ocasião da Copa, em Portugal, lá ela marcava a sua presença; nas mãos e coração dessa jovem brasileira, nos jogos do Brasil, ou quando a nação irmã disputava uma partida. De avião retornaria a sua pátria. E de avião fazia a viagem de volta. De volta para ser a única bandeira a cruzar o Atlântico tremulando no mastro de um Mini-Transat, Open 6.5, conduzido por esta mesma mulher, que a ama e a tem sempre perto de si. Uma viagem solitária, deslizando sobre ondas, vencendo tempestades, perigos e solidão. Bandeira e jovem alcançariam 42 dias passados da partida de Lisboa, - a terra de Iracema, a jovem dos “lábios de mel”. Morenas e belas: Iracema e Bel se encontraram e se abraçaram e se entrelaçaram com o verde, o azul, o branco e o amarelo da bandeira mais charmosa, entre tantas mil bandeiras, todas lindas, mas esta a única que carregou nos braços, no moral, no “vamos, não podemos ficar pelo caminho”. “O Brasil nos espera!”
A batalha para vencer a distância e os problemas com o barco, deixaram a Izabel com dez quilos a menos. Mas cheia de ânimo, e pronta, tão logo sejam providenciados os reparos, a seguir viagem. Sua bandeira está maltratada, as bordas rotas, precisando de um descanso. Mas a acompanhará até Santa Cruz Cabrália. Futuramente será substituída por uma nova. Não cairá no esquecimento. Espera-a um lugar especial, construído com carinho, onde ficará guardada e cultuada pelos tempos a fora!
A Izabel ainda distante dos familiares guarda saudades de um outro amigo: seu felino malhado. “Beijos no meu Bes. Faz carinho nele por mim.”
“- 500 anos, Copa, ‘Brasil 1’ e Bel. Demais!” Diz com orgulho a Izabel.
José Geraldo Pimentel
Rio de Janeiro, 23 de agosto de 2006.
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MANIFESTAÇÕES DE APOIO
“Se plantarmos para um ano, devemos plantar cereais.
Se plantarmos para uma década, devemos plantar árvores.
Se plantarmos para toda a vida, devemos treinar e educar o homem.”
Kwantsu, III a.C.
Bel,
você acaba de plantar, em cada um de nós, que te conhece, que te acompanha, ou, que de ti só ouviu falar, uma semente.
A semente da coragem, de que somos capazes, todos, de realizarmos nossos sonhos. Que somos capazes de vencer as adversidades, que surgem, justo, para os que buscam seus sonhos.
A semente de que a vida é grande, como o mar, como o sol, e podemos torná-la vibrante e enorme, preenchendo cada espaço de tempo, com nossas realizações, adversidades, alegrias e vitórias.
A semente da perseverança, perseverança de quem faz anos, se tornou amiga do mar, companheira e admiradora.
Faz muito tempo, que a vi, com um Atlas na mão e um papel na outra, preparando esta viagem.
E hoje, o mar, o vento, o sol, a lua, e os animais ao redor, lhe recepcionam e torcem juntos de todos nós.
E que agora, estamos com mais vontade, de realizar nossos projetos, diante do seu exemplo. Um exemplo que ficará na história. O exemplo dos que superam os seus limites pelo seu ideal. Exemplo para cada um de nós tem uma Travessia pela Vida.
Parabéns, e parabéns, por dizer, que faria tudo de novo!
Kátia Duarte Pimentel.
Continuamos a torcer
A Bel elaborou o projecto com alguma atenção. Por falta de honra e dignidade de alguns elementos (refiro-me ao meu compatriota que lhe negou a venda do barco, dias antes da partida), refiro-me a quem lhe demora tanto tempo a equipar devidamente a embarcação, refiro-me aos franceses que a trataram mal e demoraram tempos infinitos a montar o equipamento,... com esses atrasos todos, foi o 'BARCO' possível.
A Bel tem contratos com patrocinador que já deu provas mais que efectivas querer honrar até ao fim. E isso, é digno de orgulho de todos nós e muito mais de todos os brasileiros.
E, sendo assim, definiu um timing limite para largar de Portugal, que acabou por ser no Nordeste francês,... navegou, mais não sei quantas milhas, atravessou o golfo da Biscaia que com a sua placa tectônica assusta tanto como o Horn,... fez a costa portuguesa debaixo de um nordeste que entra pela popa e não dá sossego,... fez os nevoeiros da minha costa que assustam qualquer um,... não parou o que seria mais fácil na ilha da Madeira... fez a travessia.
Que mais se pode exigir,...
As viagens deste tipo dividem-se em duas fases... a navegação até à aterragem e a pilotagem... que aceite um cabo na entrada de um porto,... é como meter o carro na garagem depois do Paris-Dakar. O Serviço está praticamente feito e com todas as adversidades e erros, e teimosias, e confusões,... só temos que sentir orgulho, carinho, e respeito pelo exemplar único que eu tenho a alegria de ser AMIGO; que eu tenho a honra de ter gravada a mensagem no meu celular do meio do
Atlântico...
Um abraço a todos os que se sentiram tristes, nervosos, ansiosos, alegres, esperançosos,... a todos os que sentiram... nem que fosse um arrepio frio em busca nervosa de uns créditos de um iridium. Nós, botequeiros, estivemos sempre lá, com críticas, com sugestões, com dúvidas e isso, quando ela ler, calmamente,... vai sentir uma alegria enorme nos amigos.
José Carlos
(18/08/2006).”
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