Na edição de 11 de setembro de 2009 a Izabel é destaque de capa do jornal francês Sud Ouest, que a entrevistou na semana que antecedeu a largada da regata
A imprensa francesa tem feito diversas matérias com a Izabel, principalmente pelo fato de ter realizado em solitário a travessia do Atlântico, três vezes consecutivas, completando a quarta com esta participação na regata Minitrasat 2009.
O French TV Channel 3 entrevista a Izabel
A TV estatal francesa ‘Canal 3’ fez uma matéria com a Izabel na quarta-feira, dia 9 de setembro. Uma equipe de dois cinegrafistas e um repórter realizaram a matéria, filmando diretamente dentro do Petit Bateau, e em outra embarcação, registrando o deslocamento da Izabel. A saída do porto de La Rochelle serviu também para a Izabel testar seu novo jogo de velas.
Izabel é entrevistada pela revista francesa Voiles et Voiliers
A edição nr 463 setembro de 2009 da revista francesa “Voiles et Voiliers” (nas bancas) trás uma matéria feita pela jornalista Julie Bourgois com a Izabel. A matéria foi realizada à bordo do Petit Bateau na travessia entre Douarnenez e Lorient, no Golfo de Biscaia.
Veja a capa.
O Petit Eric na Revista Náutica
O nr 252 (agosto/2009) da Revista Náutica publica uma reportagem sobre os animais que acompanham os donos em suas viagens marítimas. “Quando o amigo vai junto...”, matéria assinada pela jornalista Denise Bobadilha. O Petit Eric teve sua trajetória de velejador nos mares da costa brasileira posta em destaque. Vale lembrar que o bichano acompanhou a Izabel desde Paraty até a Ilha de Fernando de Noronha, participando da XX Refeno - travessia Recife a Fernando de Noronha.
Izabel aparece em anúncio da BahiaTursa
A revista Náutica nr 249, edição de maio, publica um anúncio da Secretaria de Turismo do Estado da Bahia – BahiaTursa, onde a Izabel aparece divulgando o turismo náutico no estado da Bahia.
Revista Perfil Náutico
Reportagem sobre a Izabel na revista Perfil Náutico, Ano 4, nr 17, edição de março, 2009. Matéria assinada pela jornalista Bruna Righesso.
Revista Náutica
Izabel é entrevistada pela revista Náutica nr 246, edição de fevereiro. A matéria de dez páginas trás um perfil escrito pela jornalista Mariucha Moneró e entrevista realizada pela jornalista Regina Hatakeyama.
ENTREVISTAS ANTERIORES
. Domingo último, dia 20/07/2008, o jornal O Globo, no caderno de Esportes, seção Ciência / Saúde, página 40, publicou uma matéria do jornalista Carlos Albuquerque em que é abordado o tema da solidão. Nos textos “Sem Medo da Solidão” e “Na Companhia do Oceano”, o jornalista com o auxílio de especialistas comenta o trabalho da Izabel, o seu relacionamento com o mar e a solidão.
. O jornal O Dia, no caderno D Mulher, na página D4, dia 05/07/2008, sábado, a jornalista Kamille Viola apresentou uma matéria interessante sobre a Izabel. Trata da crise dos 40 anos, e comenta o lançamento do livro “A Travessia de uma Mulher”.
. Estes dias a Izabel gravou uma entrevista com o repórter Marcos Wagner para a rádio Lance.
. Os últimos dias não têm sido só de divulgação do livro “A Travessia de uma Mulher”. A Izabel também esteve presente na Semana de Vela de Ilhabela, participando de algumas regatas. “Foi gratificante a minha presença em Ilhabela”, disse a Izabel, após o seu retorno para Paraty, onde ainda permanece, alternando saídas com o barco Petit Bateau e seu caiaque Brasileirinho.
IZABEL DÁ ENTREVISTA NO HAPPY HOUR DA GNT
Izabel Pimentel esteve nesta quinta-feira, às 19 h, no programa Happy Hour da GNT
Rio de Janeiro, 12 de agosto de 2008.
“Hoje foi um dia muito, mas muito especial. Voltei para a minha adolescência. Dos tempos que freqüentava o Maracanã com uma bandeira muito grande e vestida de vermelho e preto. Chegava ao estádio às doze horas e o jogo só começava às dezessete horas. Não importava. Passávamos, eu e meus irmãos, horas a gritar; e felizes esperávamos o nosso time entrar. Lá no meio estava o nosso maior ídolo. Aquele jogador tímido, correto, maravilhoso. O Zico era mais que um ídolo para nós. Era nosso herói.
Hoje conversava tranqüila com o grande escritor César Romão, quando, para minha surpresa, o galinho de Quintino surgiu e se juntou a nós. Não podia acreditar que ele estava ali e iria participar do mesmo programa de tv que eu.
Caracas! Meus olhos brilharam. Confesso que fiquei super orgulhosa e feliz. Hoje é um dia que vai ficar pra sempre na minha memória. Para completar, a velha guarda da Portela entrou. Quase chorei, viajei no tempo, naquela mesma época da adolescência, que não perdia uma apuração no Maracanazinho. Um tempo que era fácil sorrir. Um tempo em que menina moça a diversão era sempre garantida. Um tempo em que o Flamengo e a Portela eram presenças constantes nos nosso papos.
O tempo passou. Nem sei a colocação da minha escola de samba e nem sei se meu time ganhou ou perdeu. Nem sei o nome de nenhum jogador.
Nossa! Tornei-me mulher, viajei e os focos viraram para outras direções. E esse tempo se perdeu num passado distante!
Bel”
Izabel Pimentel esteve nesta quinta-feira, às 19h, no programa Happy Hour da GNT. Ao lado de Arthur Antunes Coimbra, Zico, do escritor e jornalista César Romão e da Velha Guarda da Portela.
IZABEL É ENTREVISTADA NO PROGRAMA DO JÔ SOARES
Assista ao vídeo.
VÍDEOS DA 2.ª TRAVESSIA DO ATLÂNTICO
Parte 1 - 02:21 ms.
Partida de Sète (França): Transporte, problemas apresentados no barco, reformas, testes, treinos.
Parte II - 01:46 ms.
Espanha: Baleares, Calmarias e Alicante.
Parte III - 02:02 ms.
Estreito de Gibraltar.
Parte IV - 01:41 ms.
Ilhas das Canárias.
Parte V - 02:01 ms.
Cabo Verde.
Parte VI - 01:22 ms.
Travessia: Passagem pela Linha do Equador e vista do Arquipélago Fernando de Noronha.
Parte VII - 03:05 ms.
Retrospecto da Travessia: Sète (França), Lazarote (Espanha), Estreito de Gibraltar, Ilhas Canárias, Boa Vista (Arq. de Cabo Verde), Passagem pela Linha do Equador, Arq. Fernando de Noronha, Recife.
Retrospecto pelo Brasil: Abrolhos, Ilha da Trindade, Plataforma de Campos e Paraty.
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TRAVESSIA PIONEIRA DO ATLÂNTICO EM NAVEGAÇÃO SOLO
IZABEL FAZENDO HISTÓRIA
Izabel cruza o Atlântico num mini-transat 6.50
Cinco séculos se passaram. E a nossa Izabel Pimentel, mato-grossense, analista de sistema e navegadora por paixão e espírito de aventura, partiu de Lisboa, em busca da realização de uma façanha ainda não realizada por nenhuma outra brasileira.
Ela tem experiência de vela e outros esportes náuticos. De caiaque percorreu grande parte do litoral do Brasil, e toda a costa de Portugal e uma parte da Espanha, sempre em solitário. No livro editado e lançado pela editora Termo Aventura, - Brasil e Portugal a Remo, - a Izabel Pimentel narra essas incursões pelo litoral, passando dias seguidos em alto mar, parando apenas à noite para descansar, e dormindo em sacos ao relento, nalgum canto de praia deserto que ia encontrando em seu trajeto.
Sua nova aventura tem muito da história do descobrimento do Brasil.
Partindo de Belém, em Lisboa, numa segunda-feira, dia 9 de março de 1500; 44 dias depois, a esquadra, comandada por Pedro Álvares Cabral, que se dirigia para as Índias, avista terra “... um monte grande, muito alto e redondo e outras terras mais baixas ao sul...”. Era “... a horas de véspera”, numa tarde de quarta-feira, 22 de abril. Ao monte chamou “Monte Pascoal e à terra - Terra de Vera Cruz”. Supôs tratar-se de uma ilha. Dez dias, após, seguia seu destino para Calicute, Índia, onde deveria instalar um entreposto comercial.
Através de seu escrivão, Pero Vaz de Caminha, fez chegar ao El Rei Dom Manuel, o Venturoso, a notícia do “achamento” da Terra “... de tal maneira e graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem”. Os nativos que encontrou na região eram uma gente simples, gentil e de costume inusitado, pois viviam “nus, sem nenhuma roupa que lhes cobrissem suas vergonhas”. A convivência foi pacífica e participativa. Na segunda Missa, rezada às vésperas da partida, dia 01 de maio, os silvícolas, já integrados com os visitantes, se fizeram presentes e participaram do ato religioso, oficiado pelo Frei Henrique Soares (de Coimbra).
A travessia do Oceano Atlântico teve como ponto de partida a Marina de Cascais, em Lisboa, não exatamente a praia do Restelo, em Belém, como pretendera. As condições de trafego no rio Tejo não lhe permitiram deslocar o pequeno barco à vela até a frente do Padrão dos Descobrimentos. Lá estivera, anteriormente, em sua excursão de caiaque.
A Izabel utiliza um pequeno barco à vela, um Mini-Transat Proto Berret, de 6,5 metros de comprimento, construído em 1987 por Yves Dupasquier. Um barco francês comprado em Saint Quay-Portrieux, Bretagne, França, com o qual fez essa travessia histórica.
A primeira parada no Brasil estava prevista para ser no Arquipélago Fernando de Noronha. Problemas com os lemes, correntes e ventos contrários, findaram levando-a para o litoral de Fortaleza. De lá seguiu para a Vila de Santo André, em Santa Cruz Cabrália, na Bahia, localidade do resorte Costa Brasilis que patrocina o Projeto Atlantic Freedom. No caminho fez escalas numa das plataformas da Petrobrás, na área de Pescada, a PPE-1A, e em Natal.
Embora o percurso seja marcado pela travessia do Atlântico, a Izabel já fez um trecho de 910 milhas náuticas, em 10 dias, levando o barco de Saint Quay-Portrieux até a Vila de Cascais, Lisboa, trajeto em que pegou calmarias e tempestades. “O vento e a corrente contra e o aumento da ondulação, de 3 a 4 metros, fazem o casco bater com violência na água. O vento oscila entre 20 e 25 nós. O mar já apresenta ondas arrebentando e lavam o convés.” Descreveu em seu diário. Mas nada que a amedrontasse.
Ela levou filmadora e máquina fotográfica para registrar o evento. Tem equipamento de GPS para se orientar e Iridium, telefone via satélite, com o qual se comunica em fonia.
A Izabel não contará com um escrivão para narrar sua aventura. E nem pretende se passar por uma nova desbravadora de mares e oceanos, como heroicamente fizeram os grandes navegadores da História, dentre eles Pedro Álvares Cabral. Sempre foi o seu sonho atravessar o Oceano Atlântico em solitário, ao tempo que quis contar pontos para a Mini-Transat 2007. Ela própria irá escrever a travessia, lançando um novo livro brevemente. O destinatário do livro não será o El Rei Dom Manuel, o Venturoso, mas os seus leitores. E a terra, já descoberta, também não é a “Ilha de Vera Cruz”, como imaginaram Pedro Álvares Cabral e sua tripulação; mas o nosso decantado país, dos sonhos dos brasileiros, que todos os dias tentam redescobri-lo, cercando-o de todo o carinho e ávidos de dias melhores, de prosperidade e
felicidade!
É a Bel, e seu feito, modestamente reafirmando o valor da mulher brasileira, que todos os dias prova que não é o sujeito secundário da história, mas o agente propulsor, que ao lado do homem, constroem, juntos, este “Brasil, meu Brasil brasileiro”, como disse o poeta!
José Geraldo Pimentel
Rio de Janeiro, 10 de julho de 2006.
Quem é a Bel
Izabel Pimentel é natural do Mato Grosso do Sul. Graduou-se Analista de Sistemas na Universidade Federal Fluminense.
É no Brasil, uma das atletas com maior percurso navegado a remo e em solitário. Remou, contra a corrente, de Santos a Vitória, um pouco mais de 1000km. O litoral sul da Bahia, cerca de 800km.
Na Europa, remou toda a costa Portuguesa, de Caminha até Vila Real de Santo António, 840km. Na Espanha, do Rio Guardiana, divisa Portugal-Espanha, até a cidade de Tarifa, Estreito de Gibraltar, mais de 300km.
Em barco à vela navegou grande parte do litoral brasileiro, Costa Portuguesa e o Mediterrâneo.
Trabalhou como skipper na costa brasileira e na escola de Vela Lusa, em Lisboa.
Este ano de 2006, antes da travessia do Atlântico em solitário, navegou de Saint Quay, França, até Lisboa, Portugal.
Izabel a garota do mar
Nas águas mansas,
Do azul do mar,
O barco vai deslizar
Na luz sonâmbula da manhã.
Na primavera... o barco vai navegar.
O mar meu grande amigo!
Nas ondas vou velejar,
As correntezas me açoitam.
Nas asas, tontas da luz,
Ecoam fortes guinchos das gaivotas no ar,
E no meu peito saudade e solidão!
Silêncio... espanto e medo!
A felicidade renasce,
Quero tudo ver e encontrar!...
A pureza deste mar,
Deste céu para adormecer ao léu.
E meu sonho realizar!
A noite chega cabreira,
Sob o céu constelado,
E o silêncio mudo e profundo.
Ouço meu grito,
E o imenso gemido do vento,
Com os meus cabelos a brisa brinca,
No mar de ondas distante.
(Autora: Marlene Pimentel Cerqueira).
Carta de Pero Vaz de Caminha, Wikisource.
Aquarela do Brasil - Ary Barroso (1939).
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A BANDEIRA
“Bandeira do Brasil que a brisa beija e balança, estandarte que à luz do sol encerra as divinas promessas de esperança...”
Cantam em versos e prosas os poetas.
A bandeira repousava sobre uma prateleira especialmente preparada para servir de vitrine, na porta de entrada da exposição fotográfica comemorativa dos quinhentos anos do descobrimento do Brasil. O arranjo lhe conferia um lugar de destaque, ao lado de fotos e objetos. Fotos de gente e de objetos da terra distante que ficara do outro lado do oceano.
Aquele espaço sagrado representava a alma de um povo nobre, bom, trabalhador, que honraria qualquer nação que o tivesse filho. Todos os que por aquele corredor estreito passassem, sentiam alguma coisa de vibrante, forte, que penetrava na pele, corria nas veias, e apertava o coração. Se era um brasileiro, não deixava de escorrer uma lágrima na face. E um português, exultava pela lembrança de ser o pai de tão distinta e altaneira nação. A nação brasileira que os portugueses descobriram e amavam como se fora a sua segunda pátria!
Logo ao pisar a soleira do grande salão, os olhos batiam num quadro que mais se parecia uma gravura. Uma gravura de índios pataxós, alinhados a frente de uma cruz de ferro, grande, plantada sobre uma base de mármore. Essa cruz simbolizava a Primeira Missa que fora celebrada no dia 26 de abril de 1500, às ordens de Pedro Álvares Cabral, e oficiada por Frei Henrique (de Coimbra). Esse evento ocorreu no Espaço dos Descobrimentos, na Vila de Cascais, em Lisboa, no dia 7 de setembro do ano 2000.
Um mês depois, na casa em que o almirante português morou (Casa do Brasil/Pedro Álvares Cabral), em Santarém, a bandeira ganharia um novo destaque, posta cuidadosamente sobre um balcão ao lado da bandeira irmã de Portugal. Era uma reprise da exposição, que contou com a organização e coordenação do presidente da casa, Senhor Duarte Nuno Pinto da Rocha.
Essa exposição itinerante foi levada para Portugal sob os auspícios de uma jovem brasileira.
A bandeira a acompanharia em outras ocasiões importantes. Uma aconteceria na Espanha na passagem do ‘Brasil 1’, durante a competição Volvo Ocean Race. Na ocasião da Copa, em Portugal, lá ela marcava a sua presença; nas mãos e coração dessa jovem brasileira, nos jogos do Brasil, ou quando a nação irmã disputava uma partida. De avião retornaria a sua pátria. E de avião fazia a viagem de volta. De volta para ser a única bandeira a cruzar o Atlântico tremulando no mastro de um Mini-Transat, Open 6.5, conduzido por esta mesma mulher, que a ama e a tem sempre perto de si. Uma viagem solitária, deslizando sobre ondas, vencendo tempestades, perigos e solidão. Bandeira e jovem alcançariam 42 dias passados da partida de Lisboa, - a terra de Iracema, a jovem dos “lábios de mel”. Morenas e belas: Iracema e Bel se encontraram e se abraçaram e se entrelaçaram com o verde, o azul, o branco e o amarelo da bandeira mais charmosa, entre tantas mil bandeiras, todas lindas, mas esta a única que carregou nos braços, no moral, no “vamos, não podemos ficar pelo caminho”. “O Brasil nos espera!”
A batalha para vencer a distância e os problemas com o barco, deixaram a Izabel com dez quilos a menos. Mas cheia de ânimo, e pronta, tão logo sejam providenciados os reparos, a seguir viagem. Sua bandeira está maltratada, as bordas rotas, precisando de um descanso. Mas a acompanhará até Santa Cruz Cabrália. Futuramente será substituída por uma nova. Não cairá no esquecimento. Espera-a um lugar especial, construído com carinho, onde ficará guardada e cultuada pelos tempos a fora!
A Izabel ainda distante dos familiares guarda saudades de um outro amigo: seu felino malhado. “Beijos no meu Bes. Faz carinho nele por mim.”
“- 500 anos, Copa, ‘Brasil 1’ e Bel. Demais!” Diz com orgulho a Izabel.
José Geraldo Pimentel
Rio de Janeiro, 23 de agosto de 2006.
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MANIFESTAÇÕES DE APOIO
“Se plantarmos para um ano, devemos plantar cereais.
Se plantarmos para uma década, devemos plantar árvores.
Se plantarmos para toda a vida, devemos treinar e educar o homem.”
Kwantsu, III a.C.
Bel,
você acaba de plantar, em cada um de nós, que te conhece, que te acompanha, ou, que de ti só ouviu falar, uma semente.
A semente da coragem, de que somos capazes, todos, de realizarmos nossos sonhos. Que somos capazes de vencer as adversidades, que surgem, justo, para os que buscam seus sonhos.
A semente de que a vida é grande, como o mar, como o sol, e podemos torná-la vibrante e enorme, preenchendo cada espaço de tempo, com nossas realizações, adversidades, alegrias e vitórias.
A semente da perseverança, perseverança de quem faz anos, se tornou amiga do mar, companheira e admiradora.
Faz muito tempo, que a vi, com um Atlas na mão e um papel na outra, preparando esta viagem.
E hoje, o mar, o vento, o sol, a lua, e os animais ao redor, lhe recepcionam e torcem juntos de todos nós.
E que agora, estamos com mais vontade, de realizar nossos projetos, diante do seu exemplo. Um exemplo que ficará na história. O exemplo dos que superam os seus limites pelo seu ideal. Exemplo para cada um de nós tem uma Travessia pela Vida.
Parabéns, e parabéns, por dizer, que faria tudo de novo!
Kátia Duarte Pimentel.
Continuamos a torcer
A Bel elaborou o projecto com alguma atenção. Por falta de honra e dignidade de alguns elementos (refiro-me ao meu compatriota que lhe negou a venda do barco, dias antes da partida), refiro-me a quem lhe demora tanto tempo a equipar devidamente a embarcação, refiro-me aos franceses que a trataram mal e demoraram tempos infinitos a montar o equipamento,... com esses atrasos todos, foi o 'BARCO' possível.
A Bel tem contratos com patrocinador que já deu provas mais que efectivas querer honrar até ao fim. E isso, é digno de orgulho de todos nós e muito mais de todos os brasileiros.
E, sendo assim, definiu um timing limite para largar de Portugal, que acabou por ser no Nordeste francês,... navegou, mais não sei quantas milhas, atravessou o golfo da Biscaia que com a sua placa tectônica assusta tanto como o Horn,... fez a costa portuguesa debaixo de um nordeste que entra pela popa e não dá sossego,... fez os nevoeiros da minha costa que assustam qualquer um,... não parou o que seria mais fácil na ilha da Madeira... fez a travessia.
Que mais se pode exigir,...
As viagens deste tipo dividem-se em duas fases... a navegação até à aterragem e a pilotagem... que aceite um cabo na entrada de um porto,... é como meter o carro na garagem depois do Paris-Dakar. O Serviço está praticamente feito e com todas as adversidades e erros, e teimosias, e confusões,... só temos que sentir orgulho, carinho, e respeito pelo exemplar único que eu tenho a alegria de ser AMIGO; que eu tenho a honra de ter gravada a mensagem no meu celular do meio do
Atlântico...
Um abraço a todos os que se sentiram tristes, nervosos, ansiosos, alegres, esperançosos,... a todos os que sentiram... nem que fosse um arrepio frio em busca nervosa de uns créditos de um iridium. Nós, botequeiros, estivemos sempre lá, com críticas, com sugestões, com dúvidas e isso, quando ela ler, calmamente,... vai sentir uma alegria enorme nos amigos.
José Carlos
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