Data: 10/3/2010
Izabel Pimentel, a primeira brasileira a cruzar o Atlântico em navegação solo.
 
LA CHARENTE-MARITIME/BAHIA TRANSAT 6,50 2009


VOLTA AO MUNDO NA REGATA VELUX 5 OCEANS

A regata Velux 5 Oceans já faz parte do projeto da Izabel para 2010

Izabel Pimentel retornou de Paris na madrugada desta sexta-feira, dia 11, depois de participar da festa de premiação dos participantes da LA CHARENTE-MARITIME/BAHIA TRANSAT 6,50 2009. O evento ocorreu no Salão Náutico de Paris. O ano que se encerra ficará guardado em sua memória como um dos mais produtivos de sua carreira. Mais de 12.000 milhas percorridas no seu pequeno barco, Petit Bateau, em navegação solo. Um grande desafio, porquanto no período de menos de um ano atravessou o Atlântico duas vezes. A primeira travessia do Brasil (Paraty-RJ) à França (Pornichet), com passagens pelo Espírito Santo, Salvador, todo o litoral nordeste, até o extremo norte, depois do Amapá, quando mudou a rota para o Arquipélago dos Açores, seguindo para Pornichet, no Golfo de Biscaia, França. Uma travessia do Atlântico sob os rigores de um inverno que a perseguiria durante todas as regatas qualificatórias que lhe garantiriam a participação na Transat 6,50 2009.
Mesmo debilitada com um forte resfriado soube levar avante a sua empreitada. Na segunda travessia deste ano, que no computo geral corresponde a sua quarta travessia em solitário do Atlântico, retornou ao Brasil. Saiu de La Rochelle, França, com destino a Salvador (Bahia), participando da Transat 6,50 2009. Com esta travessia consagrou-se a primeira mulher brasileira a participar de uma Transat 6.50.
Agora com o reconhecimento internacional, Izabel foi convidada a realizar a regata Velux 5 Oceans. Regata em solitário com escalas na África do Sul, Nova Zelândia, Brasil, Estados Unidos e França.
“- A proposta foi muito interessante, pois terei todo apoio e uma equipe especializada a cuidar de tudo. Começo os treinos em marco, onde um velejador, que já realizou a Veende Globe, regata em solitário e sem escalas, irá me preparar para esse novo desafio." Comentou a Izabel.
O Petit Bateau (21 pés, 6,5m) não fará parte deste novo empreendimento. Um veleiro de 60 pés, mais seguro e veloz, vai ser o companheiro da Izabel na regata em solitário Velux 5 Oceans. Como o nome diz, cinco oceanos estarão na rota desse extraordinário percurso.
“- Fui recebida em Paris com todo o carinho. Tive o prazer de conhecer Sir Robin Knox-Johnston. O primeiro velejador a ganhar uma regata em solitário e sem escalas.” Prosseguiu a Izabel.
"- O ano de 2009 foi muito bom, apesar de muito trabalho. Não tive patrocínio. Contei tão somente com apoios materiais. Um barco com muitos problemas; mas atravessei o oceano e completei a regata no tempo regulamentar. O Brasil estava lá pela primeira vez com o brilho de uma mulher. Fiquei muito feliz, e pude realmente sorrir. E com isso estamos colocando o Brasil pela primeira vez em uma regata de volta ao mundo em solitário.”
Enquanto a Izabel descansa depois de uma maratona que se iniciou em janeiro, e prepara-se para se envolver nos treinos que a levará à regata Velux 5 Oceans, quebra pedras dando vida ao seu terceiro livro; obra que narra as aventuras e desventuras de sua participação numa regata da importância da LA CHARENTE-MARITIME/BAHIA TRANSAT 6,50 2009.
Depois da regata Velux 5 Oceans, a Izabel realizará a sua segunda volta ao mundo, desta feita sem escalas.

Izabel no Salão Náutico de Paris

Izabel encontra-se em Paris para participar da festa de entrega de prêmios aos vencedores da regata LA CHARENTE-MARITIME/BAHIA TRANSAT 6,50 2009. Ela embarcou no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, na noite de quinta-feira, às 23h 50min, num avião da TAM LINHAS AEREAS – vôo JJ 8054. Às 14h 05min de ontem (horário de Brasília) desembarcava no aeroporto Charles de Gaulle. A viagem durou 11h 15min. Ao desembarcar telefonou para os familiares.
- A viagem foi tranqüila. Mas não consegui dormir esta noite. Seguirei agora para a casa de um casal de amigos onde ficarei hospedada até o dia 10.
Diversas atividades fazem parte de sua agenda. A principal é a festa no Salão Náutico de Paris, programada para a noite deste sábado, dia 5 de dezembro. Todos os participantes daTransat 2009 marcarão presença no grande evento.

Izabel comenta sobre a sua participação na Transat 6.50

Impressões de viagem

“Cheguei em terra e nem escrevi nada. Passei uns dias de cama. Não tive forças para escrever sobre a maravilhosa experiência de participar da Transat 6.50.
Confesso que me sentia conduzindo um fusca em uma corrida de ‘Formula 1’. E muitas vezes remando contra a corrente.
Mas o Petit, meu barco, foi valente. Às vezes preguiçoso, do jeito dele; mas se esforçava.
Eu..., bem eu... Inventei. Nossa! E como... O Petit quebrou, quebrou e quantas vezes quebrou. E eu tinha prazos, não tinha tempo, tinha que me virar.
Na partida de La Rochelle o pau de spi quebrou.
Na partida da Madeira o piloto pifou.
Eu e o Petit fomos ultrapassando os obstáculos e seguindo em frente.
Muitas vezes sorria sozinha. Outras, sorria para o mar ou para o Petit. Tive a companhia de baleias, de golfinhos, de pássaros. Tive a companhia do mar.
Por mas duro que foi, eu estava feliz!
Entre as latitudes 13 e 0 Norte pegamos duas depressões, fora as tempestades causadas pelas convergências inter tropicais. Eu precisava navegar entre o rumo 210 e 230 e o ângulo que tinha era maior que 280; isso me levava mais a oeste e 130, o que me empurrava mais a leste. Difícil.
Foi uma travessia diferente das outras que fiz. Não só pelas condições de tempo; mas, também, pelos prazos. Eu tinha tempo para chegar.
Isso é péssimo quando a gente não tem o rendimento necessário para conseguir cumprir o que está sendo imposto.
Uma certa noite, de pouco vento, acordei com um barulho. Uma rajada de vento quebrou o pau de spi, a ferragem da proa; e, para piorar, ainda amassou a ferragem que prende o estai da proa. Impressionante o estrago.
Com isso fico sem vela de proa, o estai da proa fica folgado e também atrapalha a regulagem do mastro. Me dá insegurança, pois, se ela quebra, fico sem mastro. E ainda fiquei sem guarda mancebo. Nossa! Estrago maior impossível.
Baixo os panos e passo a noite arrumando a bagunça. Que trampo!
Outra noite é a vez da bateria arriar. Fico sem energia e tenho que levar o leme. Dois dias sem energia.
Após mais uns dias de tempestades, chegamos ao equador. E lá o vento cai. Meu desespero aumenta. Tenho só 8 dias para chegar.
O barco não navega; o vento é fraco. O barco está quebrado.
Como Analista de Sistemas não paro de fazer cálculos. Nossa, se não andar a pelo menos 7 nós eu não vou conseguir. Mas como, se Petit anda a 4 nós! Nesse desespero olho o horizonte e converso com o vento. Ou melhor, dou uma super bronca nele. Xingo, mesmo, o vento!
O Petit precisa de vento. Caramba! Mas, como um milagre, o vento começou a soprar; e foi aumentando e aumentando. Não acreditava no que estava acontecendo.
O GPS indicava uma velocidade de mais de 6 nós. Mas isso não era suficiente. Fui na proa.
Pensei e pensei.
Com duas adriças e mais uns cabos consegui prender o pau de spi de forma que não tocasse na minha ferragem danificada da proa.
Agora, sim, com o gennaker montado podia seguir a mais de 7 nós. Era o que eu precisava.
O vento ajudou. No dia 28 avistei o Farol da Barra.
Pensei que fosse chorar.
A Bahia me acolheu com carinho. Me fez uma linda e inesquecível festa.
Olhei em volta. Nossa, quanta gente! A Ana e o Rogério com sua família querida. O Marcos Lobo que viera de São Paulo para me receber em Salvador. O Secretário de Turismo, Domingos Leonelli, tão simpático, com flores. Capoeira, a linda baiana, meus amigos competidores, muitos amigos e muita gente que não conhecia. Procurei meus pais.
Faltavam as lágrimas que tinha guardado para chorar com eles!
Mas eles não puderam ir.
Tomei banho de champanhe. Banho de mar. E com o corpo meio fraco, meia mareada; e com um olhar meio tímido, procurei alguém. Mas o vento levou!
A participação nesta competição foi dura. Confesso: não foi fácil. Dei muitas voltas. Mas que uma competição, foi uma aventura!
Parti só, cheguei só e me dei conta que permanecia só.
Hoje tranqüila caminho nas pedras de Paraty. Uma fina garoa. Como chove em Paraty.
Meu gato Petit Eric morreu, meus amores seguiram outros caminhos. Adoeci.
Nesses dias me dei conta que sou de carne e osso. Choro, sofro. Sou mulher.
Nesses três anos de convivência com o Petit Bateau não sei de onde tirei tanta força.
Com um leve sorriso viro uma página e me permito viver uma nova história.
Bel.”


Paraty, 18 de novembro de 2009.
Veja mais...

Na Transat a Izabel contou com os seguintes apoios:
- Nutrimental
- Construflama, Churrasqueiras e Lareiras
- Marina Porto Imperial
- Holt-Nautos
- Internacional Tintas
- Nob Multisports
- La Fille
- Pousada Corsário (Paraty e Búzios)
- Onixsat Telecom
- Cousin Trestec
- New Technology Motorsports
- Boteco 1
- Dom Pedro Hotels
- Tom & Cat

Um agradecimento especial ela faz questão de fazer ao amigo e incentivador Uberto Molo, sem o qual nada teria acontecido.

Últimas Notícias


Izabel desembarca nesta tarde no Aeroporto Santos Dumont

Procedente de Salvador a Izabel desembarcará no início desta tarde de sábado, dia 7 de novembro, no Aeroporto Santos Dumont, na cidade do Rio de Janeiro. Ela sairá de Salvador no vôo 4107 da Azul – Linhas Aéreas Brasileiras por volta das 10h35, com chegada prevista para as 13h35. A Izabel optou por deixar o barco Petit Bateau no Terminal Náutico da Bahia e vir de avião para o Rio de Janeiro. O barco ficará sob os cuidados do técnico Rogério Cezar da Rosa, seu amigo, e em cuja casa ficou hospeda desde que chegou em Salvador, ao término da regata LA CHARENTE-MARITIME/BAHIA TRANSAT 6,50.

NOTA:
Após passar uns dias com a família no Rio de Janeiro, a Izabel seguiu para a cidade de Paraty.

O gato velejador Petit Eric morre em São Paulo vítima de atropelamento

“Ontem fiquei muito triste. Avisaram-me que o Petit Eric, meu querido gatinho, morreu a mais de dois meses atropelado. To muito triste. Adorava meu gato. O mais triste é lembrar que ele no dia que parti se jogou na água e subiu no meu barco. Queria ir comigo.
A mesma história. Parto para navegar e perco meus gatos.”
Com esta notícia passada a um amigo, ficamos sabendo da perda do gato velejador Petit Eric. O gatinho da Izabel fez história acompanhando-a em diversas velejadas, a mais importante delas a ida de Paraty a Recife e a participação na XX Refeno, travessia em solitário da capital pernambucana até Fernando de Noronha. Ida e volta da mais pura felicidade para a Izabel.
O Eric tinha à época apenas três meses de idade. Aperfeiçoara-se a dona e não a largava em nenhuma viagem ao mar. Quando a Izabel partiu de Paraty rumo a França, em janeiro, o gato fez parte da comitiva que levou a Izabel para fora da baia de Paraty. Ia num barco com amigos da Izabel. Em dado momento se atirou no mar e saiu nadando até o Petit Bateau. Não se fez de rogado e entrou no barco. Lavaram-no de volta e ele repetiu a façanha pela segunda vez.
Agora passados estes meses todos, vivendo em companhia de um amigo da Izabel que mora em São Paulo; ele a cerca de dois meses, mais ou menos pela época em que a Izabel deixava o porto de La Rochelle, na França, com destino a Salvador, repetiu o trágico fim do também xodó da Izabel, o gato Bes. Morria. Atropelado ao deixar o apartamento e pegar a rua. Quem sabe buscando o caminho de volta para Paraty! Um veículo o pegou. A notícia foi mantida em segredo até a noite de ontem, dia 3 de novembro, quando a Izabel informou ao amigo que iria a São Paulo procurar o Petit, que era dado como tendo sumido. “Ele acabou falando, depois que disse que ia lá procurar Petit.”
- Ele era tão carinhoso. To arrasada.
Izabel é forte, demais. Consegue superar a dor da perda do melhor amigo.
- Já chorei.
Amigos velejadores. Colegas de trabalho. O Abel, que na véspera de ser assassinado na Ilha de Itaparica, prometera passar em seu barco para dar uns ajustes antes que ela deixasse Salvador rumo ao arquipélago dos Açores. Outro amigo que deixara no Brasil, e morria também assassinado. Ela recebeu a notícia quando trabalhava em um banco em Portugal. Na mesma hora solicitou uma dispensa e viajou de avião para Paris. À noite aplacou a sua dor com uma taça de vinho, dando um brinde à vida num restaurante, nas proximidades da Torre Eiffel.
- Dormi essa noite agarrada com ‘neguinha’, a boneca de Petit.
O gato Bes morreu no Rio de Janeiro, ao saltar do sétimo andar do prédio em que moram os pais da Izabel. O fato ocorreu exatamente no dia em que a Izabel deixava a Vila de Cascais, em Lisboa, na sua primeira travessia do Atlântico.
O Petit Eric se juntou ao Bes, e a outros gatos que fizeram parte da história afetiva da Izabel. Os amiguinhos se foram, mas não serão nunca esquecidos pela grande amiga!

UMA BRASILEIRA NA TRANSAT 6,50 2009


Ela chegou...
Izabel cruzou a linha de chegada no final da noite. Muitos jornalistas. O pontão foi tomado por uma orquestra local. O secretário de turismo na Bahia, Domingos Leonelli, fãs e os velejadores dos Minis, - vieram para comemorar a sua chegada ao Brasil. Caipirinha, buquê de flores, frutas frescas, champanhe... Tudo estava lá para comemorar merecidamente a dama das 4 travessias do Atlântico.
Grand Pavois Organisation, comitê organizador da regata.

O brilho da estrela na escuridão da noite

Confira como foi a chegada em Salvador de Izabel Pimentel, única participante brasileira na Regata Transat 6.50 Charente Maritime-Bahia 2009. Emocionada, ela foi recebida calorosamente por um grupo de capoeiristas que cantava um refrão em sua homenagem.


2.ª Etapa – Funchal a Salvador

FUNCHAL, MADEIRA, a SALVADOR, BAHIA
- Partida segunda etapa: Funchal/Salvador, sábado, 3 outubro. 14h02 locais (10h02, horário de Brasília).
- Distância: 3100 milhas.
- Chegada estimada do primeiro concorrente: terça-feira 20 outubro.
- Premiação segunda etapa: quinta-feira, 29 outubro.

Izabel cruza a linha de chegada em Salvador

Salvador, Bahia, 28 de outubro de 2009, quarta-feira, 22:10 hs (horário de Salvador).

Distância percorrida: 3.300,00 mn (a confirmar) a uma velocidade média de 5,11 nós.
Tempo: 25 d, 11 hs, 08 min.
Cruzamento da linha de chegada: Quarta-feira, 28/10/2009 às 22:10 hs.
Desembarque no píer do Terminal Náutico da Bahia: 22:55 hs.
Colocação: 28.º lugar na categoria de barcos protótipos.

Ao cruzar a linha de chegada em Salvador exatamente às 22:10 min desta quarta-feira, dia 28 de outubro de 2009, a Izabel realizava a sua quarta travessia do Atlântico pilotando um minitransat 6.50 (6,5 m, 21 pés), em solitário; desta feita participando da 17.ª LA CHARENTE-MARITIME/BAHIA TRANSAT 6,50. O sonho de realizar uma regata ao lado dos melhores velejadores nesta modalidade de evento, a deixou extremamente feliz. A travessia foi realizada em duas etapas. A primeira entre os portos de La Rochelle, na França, e Funchal, no arquipélago da Madeira, Portugal. Completou a etapa em 8 dias. A segunda etapa foi realizada em 25 d, 11 hs, 08 min, ficando na 28.ª colocação. Manteve esta posição desde que cruzou a Linha do Equador, quando passou a liderar o último pelotão constituído de cinco barcos.
Os caminhos que percorreu para chegar ao final desta regata só poderão ser contados nas páginas de um livro. Resumindo: Saiu da cidade de Paraty num dia em que as águas do rio Perequê-Açu transbordaram depois de uma chuva que caiu de madrugada levando na tromba d’água que se formou, barcos estacionados no cáis, muros de casas e carros até o leito da baia de Paraty. Naquele dia dramático, por sorte, o seu barco, o Petit Bateau, estava ancorado do outro lado da cidade, na Marina Porto Imperial, às margens da BR-101, Rio Santos. Nesse dia, 11 de janeiro, a Izabel zarparia em direção a Salvador onde lhe vislumbrava a possibilidade de arranjar um patrocínio. Este ano não contava com o apoio financeiro que fora tranqüilo na primeira tentativa que empreendera na busca de participar da Mini-Transat em 2007. Permaneceu quase um mês na Boa Terra envolvida com a pintura e reparos no barco. Saiu uma publicidade, mas o dinheiro só cairia em sua conta passados dez meses, e assim mesmo, dois dias depois de ter largado na regata em La Rochelle. O parto mais longo da história. A verba saiu atrasada, pequena para as necessidades do projeto, mas não a impediu de realizar o seu sonho.
No trajeto entre Paraty e Salvador sofrera um acidente com o barco, quebrando a caixa da quilha quando imprudentemente passou por cima de um obstáculo. O barco inundou de água, ocasionando perdas materiais e mantimentos. A custo levou o barco até uma colônia de pescadores na praia de Itaipava, em Itapemirim, ES, onde seria realizado o reparo. Mas não esperava que o destino lhe reservasse um tremendo susto, passando por sério constrangimento patrocinado por um elemento da colônia de pesca. Uma verdadeira cena de um filme de Alfred Hitchcock. Escapou ilesa e prosseguiu a viagem. De Salvador tomou o rumo Oeste, seguindo a costa brasileira até depois do Amapá. O objetivo era evitar ao máximo a zona de convergência intertropical, logo acima da Linha do Equador. Daí pegou a rota do arquipélago dos Açores. Lá desembarcou um dia após ter acontecido um tremor de terra que assustou os ilhéus. Viagem seguida debaixo de uma temperatura que ia ganhando os graus negativos, fazendo-a suportar um dos piores invernos da Europa. Nesse desconforto alcançou o porto de Pornichet, no Golfo de Biscaia, sudoeste da costa francesa. Viriam as regatas qualificatórias para garantir a presença na minitransat. E finalmente seria admitida na elite dos velejadores que iriam participar da minitransat. O barco ganharia velas novas e uma série de melhoramentos, para atender ao rigor dos organizadores da regata. O Petit Bateau foi aprovado.
Entrevistas não faltaram nesse período de estada na França, como não deixara de acontecer em Funchal. Largou no dia 13 de setembro rumo ao Brasil. 33 dias navegando, e passando pelos mesmos caminhos que já fizera sozinha sem o acompanhamento de 85 velejadores e 7 barcos de apoio. Viajar em grupo nem sempre é tão fácil como parece. Os cuidados aumentam em função de colisões que podem ocorrer a qualquer momento. Fica-se preso atrás de um comboio, quando não se larga na frente. E como largar na frente e manter a dianteira se o seu barco não é competitivo numa regata? Num cruzeiro há momentos em que as condições de vento e marés possibilitam um rendimento bem aceitável. Mas nas condições em que estava, sem apoio técnico e verba reduzida, não se arriscaria a sofrer uma pane. Era seguir atrás do comboio; lenta, mas segura.
Cruzou a linha de chegada nesta segunda etapa deixando para trás ainda quatro concorrentes e outros quatro que abandonaram a prova por problemas de quebra de material e pane elétrica. Na categoria de barcos de Série, três abandonaram a prova por causas semelhantes, inclusive por quebra de GPS que levou o velejador a distanciar-se cerca de 300 mn de Salvador.
A Izabel não chegou entre os primeiros colocados, mas é uma vitoriosa. Representou o Brasil sem fazer feio!

José Geraldo Pimentel

NOTA
Participaram da 17.ª LA CHARENTE-MARITIME/BAHIA TRANSAT 6,50 um total de 85 barcos, 36 na categoria ‘PROTO’ e 49 na ‘SÉRIE’. Sete barcos abandonaram a prova. O campeão geral foi o velejador português, Francisco Lobato, 25 anos, pelo somatório de tempo, com uma ótima performance, chegando em primeiro lugar na primeira etapa e segundo colocado na etapa final.

Veja mais sobre esta etapa.
BOLETIM OFICIAL DA TRANSAT 650

La Rochelle – Funchal - Salvador
Veja o noticiário.
2.ª ETAPA: FUNCHAL – SALVADOR
. Quadro resumo da Segunda Etapa.
. Francisco, um feliz vencedor da Regata La Charente-Maritime/Bahia Transat 6.50.
. Boa largada de Funchal às 14h02. (Funchal, Ilha da Madeira, 03/10/2009).

1.ª ETAPA: LA ROCHELLE - FUNCHAL
. Izabel Pimentel: a volta ao mundo na proa. (La Rochelle, 23/09/2009).
. Entrevista da Izabel em Funchal. (Funchal, 23/09/2009).
. Primeiros velejadores a chegar em Funchal. (Funchal, Ilha da Madeira, Portugal, 19/09/2009).
. Boa largada. (La Rochelle, 14/09/2009).


NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Desejo feito, desejo atendido!

A comunidade náutica brasileira acordou nesta quinta-feira com a frase de Izabel Pimentel estampada no topo do Blog da FENEB, e que logo tomou conta da imprensa especializada: "Alguém aí tem uma Coca-Cola?", disse a velejadora brasileira ao ser recebida por dezenas de fanáticos em Salvador, que esperaram ela por mais de seis horas no píer do Terminal Náutico da Bahia.
Durante o dia, a notícia se espalhou e ganhou espaço nos twitters e listas de e-mail da vela nacional. Houve até a coroação simbólica da "guerreira" Izabel como a "Rainha da vela solitária brasileira" por Murillo Novaes, numa prova de reconhecimento pelo esforço dela em "colocar uma bandeirinha do Brasil na regata."
Na festa de premiação da 2ª etapa da Regata Transat 6.50 Charente Maritime-Bahia, entre Funchal e Salvador, a brasileira era o centro das atenções. Mesmo estando exausta ("deixa eu me apoiar aqui senão eu caio!"), ela não escondia o tamanho da sua felicidade: "Foi legal o carinho que a Bahia me deu, tive uma recepção maravilhosa!"
Quando perguntada sobre a Coca-Cola, Izabel riu e comentou: "Em La Rochelle, antes da largada, eu falei com o Domingos Leonelli (Secretário de Turismo da Bahia) que, quando eu chegasse, queria beber uma Coca-Cola e comer um acarajé." Logo depois, o Blog da FENEB registrou o momento no qual Izabel realizava o seu desejo. A brava velejadora riu mais uma vez e deixou o coração falar: "Queria agradecer muito à Bahia. A vida é feita de momentos e a Bahia me proporcionou mais um momento feliz na minha vida."
(Feneb, 30/10/2009).

Cerimónia de Entrega de Prémios da 2ª Etapa no Clube Espanhol de S. Salvador da Bahia

O requintado Clube Espanhol de S. Salvador da Bahia foi o local escolhido pela Organização da Transat 2009 para a Cerimónia de Entrega de Prémios da 2ª Etapa que ligou a cidade do Funchal à costa brasileira. Francisco Lobato subiu ao pódio para receber o prémio de Vice-Campeão desta etapa, 3 100 milhas cumpridas pelo velejador luso em 20 dias 17h 8m e 15s. Os prémios, réplicas em prata dos pequenos veleiros da classe Mini 6.50 foram oferecidos aos três concorrentes vencedores enquanto que às três melhores velejadoras foram entregues figuras típicas da Bahia. Izabel Pimentel a única velejadora brasileira presente nesta competição foi homenageada pelas Entidades Oficiais brasileiras pela sua coragem e determinação. A Cerimónia começou com música e danças do Grupo da Liberdade, uma associação que reune muitos jovens da comunidade que nos seus tempos livres trabalham as típicas canções desta região brasileira. Os convidados foram recebidos por bonitas baianas com as conhecidas Fitas de N. Sr. do Bonfim. Christophe Vieux, administrador da GPO, empresa francesa organizadora da Transat 2009 fez os tradicionais agradecimentos: “O nosso obrigado a todos os concorrentes, não esquecendo os quatro velejadores que ainda estão no mar, e todas as entidades da Bahia pela forma como nos receberam. A Bahia é um destino que esperemos continue a ser o nosso porto de abrigo.”
(Continua...).
(Desporto.pt, 30/10/2009).

Izabel Pimentel a caminho de Salvador

Por Tássia Novaes
Náutica Online, Agecom-BA.

Aos poucos o píer do GT Náutico começa a ganhar um colorido especial. Mais de 50 veleiros (protótipos e de série) que participam da 17ª Charente-Maritime/Bahia Transat 6,50 2009 já cruzaram a linha de chegada na Baía de Todos os Santos. Até o final da noite deste domingo, 25, outros seis veleiros devem chegar à Salvador, segundo previsão do comitê francês Grand Pavois Organisation (GPO).
A velejadora Izabel Pimentel, 41 anos, única a representar o Brasil na competição, só deve chegar entre segunda, 26, e terça-feira, 27. Atualmente, ela está a pouco mais de 500 milhas náuticas de distância da linha de chegada – o equivalente a 930 quilômetros. Até o final da noite, o barco de Izabel (Petit Bateau) deve se aproximar do litoral de Recife.

DESAFIO
Izabel já participou de três regatas, entretanto, a Transat 6,50 é a primeira travessia transatlântica que ela encara como competição. Em 2007, embora estivesse classificada, a velejadora carioca não pôde partir porque seu veleiro não cumpriu todas as normas de segurança exigidas à classe Mini. Faltavam alguns equipamentos, como batalós.
Desde então, Izabel percorreu cerca 18 mil milhas náuticas a bordo do Petit Bateau, preparação que lhe confere bastante experiência com o barco no qual veleja atualmente. "O que me aborrece é que há dois anos eu tinha um patrocinador, tinha capital. Dessa vez não tenho nem financiador e nem dinheiro. Mas não faz mal, estou muitíssimo feliz de participar dessa prova. A emoção aumenta, pois vou entrar no meu país competindo", disse Izabel, em entrevista ao site oficial da regata, pouco antes de partir para Via Funchal, a segunda etapa da Transat 6,50.
(Continua....).
(Fonte: Náutica Online, 25/10/2009).

“Eu vou dar a volta ao mundo”

Por Gustavo Sirelli
Boteco 1

Izabel Pimentel está em Funchal, na Ilha da Madeira, se preparando para partir em direção ao Brasil e cumprir a segunda etapa da TransAt 6,50 La Charente-Maritime (França) / Salvador (Bahia, Brasil) 2009.

Única brasileira na prova, uma das seis mulheres entre 84 velejadores de 14 países. Mesmo sem pretensões de lutar pela vitória, a participação de Izabel entra para a história da vela nacional. Se não bastasse ter sido a primeira brasileira a cruzar o Atlântico em velejada solo, quando chegar à Bahia Bel estará completando sua quarta travessia.
A partir daí, o que esperar do futuro, quais serão seus próximos desafios? Nesta entrevista, Izabel fala sobre a realização de um sonho e a construção de um novo, um encontro especial antes de partir e a separação de seu barquinho.
(Continua...).

Veja na íntegra o noticiário da imprensa.

A TORCIDA DANDO FORÇA À IZABEL

Boa noite Izabel.
Foi com muita alegria que acompanhei as notícias da tua travessia. Parabéns. Sou velejador também e sonho um dia comprar um veleiro de oceano (hoje tenho um laser). Profissionalmente sou piloto de linha aérea e também levei meus tombos para chegar onde cheguei. Pessoas bonitas como você estimulam muitos a lutar pelos seus sonhos e encarar os obstáculos de maneira bem diferente. Tenho certeza de que o resultado das tuas façanhas já surtiram mais efeito do que você mesma pode imaginar. Minha oração é que Deus esteja sempre te protegendo e abençoando em todos os mares da tua vida.
Um forte abraço!!!
Cristiano.

Olá Izabel,
Acompanhei de longe sua epopéia na Mini-Transat. Percebi que foram momentos de alegria, de decepção e principalmente de vitórias. Agora, ao final dessa aventura ficou mais do que provado que a Izabel é uma grande velejadora, inclusive para alguns poucos opositores. Não há como negar que a Izabel atravessou o Atlântico trazendo o seu igualmente valente Petit Bateau "nas costas". Porém, acho eu que, esses fatos não são muito importantes para a Izabel, o que importa nisso tudo somente a Izabel sabe.
Muito bacana o texto que você escreveu para o site de Náutica, os últimos parágrafos foram de arrepiar, principalmente as frases:
"Procurei meus pais. Faltavam as lágrimas que tinha guardado para chorar com eles! Mas eles não puderam ir.",
"...com um olhar meio tímido, procurei alguém. Mas o vento levou!",
"Parti só, cheguei só e me dei conta que permanecia só.",
"... meus amores seguiram outros caminhos. Adoeci.",
"Nesses dias me dei conta que sou de carne e osso. Choro, sofro. Sou mulher. Nesses três anos de convivência com o Petit Bateau não sei de onde tirei tanta força. Com um leve sorriso viro uma página e me permito viver uma nova história."

Não conheço o motivo de algumas dessas frases, mas, achei-as demais!!!
No encontro da ABVC de 2008 no Bracuhy, deveria ter me apresentado a você e solicitado o seu autógrafo. Agora, estou arrependido!!!
PARABÉNS IZABEL, VOCÊ É VENCEDORA !!!
Abraços do fã,
Argiv

Bel,
Sua tocante descrição da aventura que viveu desta vez, cumprirá a missão de mostrar aos seus admiradores (e admiradoras), a força de uma mulher de raça, que jamais perdeu sua capacidade de sobrevivência, nem a sua feminilidade, nem a sua grande sensibilidade.
Nós, da Revista Velejar e Meio Ambiente, só podemos agradecer a honra de termos passado estes momentos juntos, uma vez que nosso nome esteve presente no costado de seu barco, junto de outros com maior mérito.
Você está na edição da Velejar e Meio Ambiente que está indo para as bancas, e estará sempre em nossos corações, amiga guerreira, valente parceira, navegando a vida como no mar, em busca da aventura perfeita.
Por fim, Bel, lembre-se de que o coração da aventura não tem dono neste mundo, tem apenas inquilinos temporários, que compartilham bons mas fugazes momentos, quando nossos sonhos de aventura abrem a porta certa para eles entrarem.
Um grande beijo dos seus amigos da Velejar e Meio Ambiente.
Antonio Luiz de Souza Mello Netto (Tonico) e Diego de Souza Mello.
Revista Velejar e Meio Ambiente.

Os leitores mais antigos devem lembrar da polêmica que envolveu este manza e nossa estrela da vela solitária tupiniquim. Pois bem, continuo achando que na ocasião ela não precisava ter feito as coisas como fez e que grosseria nunca é o jeito certo de resolver nada, no entanto, hoje faço aqui uma homenagem especial a esta guerreira do oceano que é a Izabel.
Seus críticos sempre estranharam o jeito diferente como ela faz as coisas, a sua pouca experiência na vela (antes) e em regatas (depois), o seu jeito direto e algumas vezes até mesmo destemperado. Mas todos têm que reconhecer hoje a enorme força desta mulher. Quem você conhece que atravessou o Atlântico 4 vezes sozinho em um 21 pés? Quantos de nós completamos uma Mini-Transat?
Pois Izabel fez tudo isso e muito mais. E pouco importa se atrás dela os outros 5 barcos restantes tinham quebras, pouco importa se ela ficou x ou y milhas atrás do líder. O que importa mesmo é reconhecer a garra de Izabel e sua perseverança em colocar o nome do Brasil novamente nesta prova duríssima em que todos aqueles que chegam são saudados verdadeiramente como heróis.
Parabéns Izabel, você agora mostrou do jeito certo, na água, como se faz! E calou a boca de muitos (inclusive eu) que um dia duvidaram da sua capacidade em fazê-lo. É isso aí!! Me rendo aqui de público a esta rainha da vela solitária brasileira. Que todos os deuses do mar e dos ventos sempre lhe protejam!!
Murillo Novaes
http://www.twitter.com/murillonovaes

Prezada amiga Isabel,
Parabéns pela façanha. Você já é uma campeã!
O grande pensamento "Cuidado com o que você quer por que você alcança", mais uma vez se realizou...
Você acima de tudo quis muito e alinhou suas energias para a realização. Atravessou vários oceanos de dificuldades e alinhou o "Petit Bateau" entre os melhores minis do planeta. Este grande barco que assim como você evolui a cada dia, isto é "ser" perfeito.
Estou muito contente por você. Parabéns! Você cresceu.
Agora é uníssono, você, Petit Bateau e os elementos são um só. Harmonia , concentração e direcionar novamente todas as forças para poder abraçar a terra natal com a glória de ter vencido o maior dos oceanos, o da realização.
Bom voyage, seu amigo
Levi.

A música na Mini-Transat 2009
Letras.mus.br.
Todos os barcos terão uma música que o identificará na regata Mini-Transat 2009. A música que teve a preferência dos leitores do site, e que representará o Petit Bateau na competição é País Tropical de Jorge Ben Jor / Daniela Mercury.

Acompanhe a regata pelos sites:
Regata Virtual.
La Charente-Maritime/Bahia Transat 6,50.

LIVRE NOS OCEANOS


“A velejadora brasileira leva nossa bandeira pelos mares do mundo.”
Revista Perfil Náutico.

“Um barco vai singrando a costa brasileira. Leva uma guerreira que sonha, que não desiste de seus sonhos! Será atendida em suas preces?
É destemida. Iria à Lua se uma vela pudesse ser impulsionada pelos sonhos!
‘O mar será sempre a nossa estrada!’ Diz ela. E segue solitária em seu barco.”

José Geraldo Pimentel.

Izabel – Portrait


ÍNDICE


. Travessias do Atlântico e Eventos.
. Izabel na mídia.
. Travessia pioneira do Atlântico em navegação solo.
. A Bandeira.
. Manifestações de apoio.

TRAVESSIAS DO ATLÂNTICO


Terceira travessia do Atlântico: ‘Paraty ao Golfo de Biscaia’
Travessia monitorada pela OnixSat Telecom.
A terceira travessia do Atlântico, Paraty ao Golfo de Biscaia, foi monitorada via satélite pela OnixSat Telecom. As regatas qualificatórias visando participar da Transat 6,50 Charente-Maritime/Bahia 2009 foram acompanhadas pelos respectivos organizadores dos eventos. A Izabel Pimentel continuará contando com o prestígio da OnixSat Telecom toda vez que participar de outros eventos, inclusive de sua volta ao mundo que acontecerá em breve.

Segunda travessia do Atlântico: ‘Mar Mediterrâneo a Paraty’
Veja a matéria.

Primeira travessia (pioneira) do Atlântico: ‘Canal da Mancha a Paraty’
Veja a matéria.

EVENTOS


Regata Oceânica Internacional Recife-Fernando de Noronha
Participação de Izabel na XX Refeno.

Lançamento do livro ‘A Travessia de uma Mulher’
Livro que descreve a travessia pioneira do Atlântico, em navegação solo, realizada pela Izabel Pimentel.
O livro “A Travessia de uma Mulher”, editado pela Objetiva, foi lançado na Casa da Cultura de Paraty e, posteriormente, na Livraria Argumento, no Leblon. É encontrado nas principais livrarias do país.

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IZABEL NA MÍDIA


O Journal Sud Ouest faz entrevista com a Izabel
Na edição de 11 de setembro de 2009 a Izabel é destaque de capa do jornal francês Sud Ouest, que a entrevistou na semana que antecedeu a largada da regata La Charente-Maritime/Bahia Transat 6,50. A imprensa francesa tem feito diversas matérias com a Izabel, principalmente pelo fato de ter realizado em solitário a travessia do Atlântico, três vezes consecutivas, completando a quarta com esta participação na regata Minitrasat 2009.
Veja a foto.

O French TV Channel 3 entrevista a Izabel
A TV estatal francesa ‘Canal 3’ fez uma matéria com a Izabel na quarta-feira, dia 9 de setembro. Uma equipe de dois cinegrafistas e um repórter realizaram a matéria, filmando diretamente dentro do Petit Bateau, e em outra embarcação, registrando o deslocamento da Izabel. A saída do porto de La Rochelle serviu também para a Izabel testar seu novo jogo de velas.

Izabel é entrevistada pela revista francesa Voiles et Voiliers
A edição nr 463 setembro de 2009 da revista francesa “Voiles et Voiliers” (nas bancas) trás uma matéria feita pela jornalista Julie Bourgois com a Izabel. A matéria foi realizada à bordo do Petit Bateau na travessia entre Douarnenez e Lorient, no Golfo de Biscaia.
Veja a capa.

O Petit Eric na Revista Náutica
O nr 252 (agosto/2009) da Revista Náutica publica uma reportagem sobre os animais que acompanham os donos em suas viagens marítimas. “Quando o amigo vai junto...”, matéria assinada pela jornalista Denise Bobadilha. O Petit Eric teve sua trajetória de velejador nos mares da costa brasileira posta em destaque. Vale lembrar que o bichano acompanhou a Izabel desde Paraty até a Ilha de Fernando de Noronha, participando da XX Refeno - travessia Recife a Fernando de Noronha.

Izabel aparece em anúncio da BahiaTursa
A revista Náutica nr 249, edição de maio, publica um anúncio da Secretaria de Turismo do Estado da Bahia – BahiaTursa, onde a Izabel aparece divulgando o turismo náutico no estado da Bahia.

Revista Perfil Náutico
Reportagem sobre a Izabel na revista Perfil Náutico, Ano 4, nr 17, edição de março, 2009. Matéria assinada pela jornalista Bruna Righesso.

Revista Náutica
Izabel é entrevistada pela revista Náutica nr 246, edição de fevereiro. A matéria de dez páginas trás um perfil escrito pela jornalista Mariucha Moneró e entrevista realizada pela jornalista Regina Hatakeyama.

ENTREVISTAS ANTERIORES

. Domingo último, dia 20/07/2008, o jornal O Globo, no caderno de Esportes, seção Ciência / Saúde, página 40, publicou uma matéria do jornalista Carlos Albuquerque em que é abordado o tema da solidão. Nos textos “Sem Medo da Solidão” e “Na Companhia do Oceano”, o jornalista com o auxílio de especialistas comenta o trabalho da Izabel, o seu relacionamento com o mar e a solidão.
. O jornal O Dia, no caderno D Mulher, na página D4, dia 05/07/2008, sábado, a jornalista Kamille Viola apresentou uma matéria interessante sobre a Izabel. Trata da crise dos 40 anos, e comenta o lançamento do livro “A Travessia de uma Mulher”.
. Estes dias a Izabel gravou uma entrevista com o repórter Marcos Wagner para a rádio Lance.
. Os últimos dias não têm sido só de divulgação do livro “A Travessia de uma Mulher”. A Izabel também esteve presente na Semana de Vela de Ilhabela, participando de algumas regatas. “Foi gratificante a minha presença em Ilhabela”, disse a Izabel, após o seu retorno para Paraty, onde ainda permanece, alternando saídas com o barco Petit Bateau e seu caiaque Brasileirinho.

IZABEL DÁ ENTREVISTA NO HAPPY HOUR DA GNT

Izabel Pimentel esteve nesta quinta-feira, às 19 h, no programa Happy Hour da GNT

Rio de Janeiro, 12 de agosto de 2008.

“Hoje foi um dia muito, mas muito especial. Voltei para a minha adolescência. Dos tempos que freqüentava o Maracanã com uma bandeira muito grande e vestida de vermelho e preto. Chegava ao estádio às doze horas e o jogo só começava às dezessete horas. Não importava. Passávamos, eu e meus irmãos, horas a gritar; e felizes esperávamos o nosso time entrar. Lá no meio estava o nosso maior ídolo. Aquele jogador tímido, correto, maravilhoso. O Zico era mais que um ídolo para nós. Era nosso herói.
Hoje conversava tranqüila com o grande escritor César Romão, quando, para minha surpresa, o galinho de Quintino surgiu e se juntou a nós. Não podia acreditar que ele estava ali e iria participar do mesmo programa de tv que eu.
Caracas! Meus olhos brilharam. Confesso que fiquei super orgulhosa e feliz. Hoje é um dia que vai ficar pra sempre na minha memória. Para completar, a velha guarda da Portela entrou. Quase chorei, viajei no tempo, naquela mesma época da adolescência, que não perdia uma apuração no Maracanazinho. Um tempo que era fácil sorrir. Um tempo em que menina moça a diversão era sempre garantida. Um tempo em que o Flamengo e a Portela eram presenças constantes nos nosso papos.
O tempo passou. Nem sei a colocação da minha escola de samba e nem sei se meu time ganhou ou perdeu. Nem sei o nome de nenhum jogador.
Nossa! Tornei-me mulher, viajei e os focos viraram para outras direções. E esse tempo se perdeu num passado distante!
Bel

Izabel Pimentel esteve nesta quinta-feira, às 19h, no programa Happy Hour da GNT. Ao lado de Arthur Antunes Coimbra, Zico, do escritor e jornalista César Romão e da Velha Guarda da Portela.

IZABEL É ENTREVISTADA NO PROGRAMA DO JÔ SOARES

Assista ao vídeo.

VÍDEOS DA 2.ª TRAVESSIA DO ATLÂNTICO

Parte 1 - 02:21 ms.
Partida de Sète (França): Transporte, problemas apresentados no barco, reformas, testes, treinos.

Parte II - 01:46 ms.
Espanha: Baleares, Calmarias e Alicante.

Parte III - 02:02 ms.
Estreito de Gibraltar.

Parte IV - 01:41 ms.
Ilhas das Canárias.

Parte V - 02:01 ms.
Cabo Verde.

Parte VI - 01:22 ms.
Travessia: Passagem pela Linha do Equador e vista do Arquipélago Fernando de Noronha.

Parte VII - 03:05 ms.
Retrospecto da Travessia: Sète (França), Lazarote (Espanha), Estreito de Gibraltar, Ilhas Canárias, Boa Vista (Arq. de Cabo Verde), Passagem pela Linha do Equador, Arq. Fernando de Noronha, Recife.
Retrospecto pelo Brasil: Abrolhos, Ilha da Trindade, Plataforma de Campos e Paraty.

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TRAVESSIA PIONEIRA DO ATLÂNTICO EM NAVEGAÇÃO SOLO


IZABEL FAZENDO HISTÓRIA

Izabel cruza o Atlântico num mini-transat 6.50

Cinco séculos se passaram. E a nossa Izabel Pimentel, mato-grossense, analista de sistema e navegadora por paixão e espírito de aventura, partiu de Lisboa, em busca da realização de uma façanha ainda não realizada por nenhuma outra brasileira.
Ela tem experiência de vela e outros esportes náuticos. De caiaque percorreu grande parte do litoral do Brasil, e toda a costa de Portugal e uma parte da Espanha, sempre em solitário. No livro editado e lançado pela editora Termo Aventura, - Brasil e Portugal a Remo, - a Izabel Pimentel narra essas incursões pelo litoral, passando dias seguidos em alto mar, parando apenas à noite para descansar, e dormindo em sacos ao relento, nalgum canto de praia deserto que ia encontrando em seu trajeto.
Sua nova aventura tem muito da história do descobrimento do Brasil.

Partindo de Belém, em Lisboa, numa segunda-feira, dia 9 de março de 1500; 44 dias depois, a esquadra, comandada por Pedro Álvares Cabral, que se dirigia para as Índias, avista terra “... um monte grande, muito alto e redondo e outras terras mais baixas ao sul...”. Era “... a horas de véspera”, numa tarde de quarta-feira, 22 de abril. Ao monte chamou “Monte Pascoal e à terra - Terra de Vera Cruz”. Supôs tratar-se de uma ilha. Dez dias, após, seguia seu destino para Calicute, Índia, onde deveria instalar um entreposto comercial.
Através de seu escrivão, Pero Vaz de Caminha, fez chegar ao El Rei Dom Manuel, o Venturoso, a notícia do “achamento” da Terra “... de tal maneira e graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem”. Os nativos que encontrou na região eram uma gente simples, gentil e de costume inusitado, pois viviam “nus, sem nenhuma roupa que lhes cobrissem suas vergonhas”. A convivência foi pacífica e participativa. Na segunda Missa, rezada às vésperas da partida, dia 01 de maio, os silvícolas, já integrados com os visitantes, se fizeram presentes e participaram do ato religioso, oficiado pelo Frei Henrique Soares (de Coimbra).

A travessia do Oceano Atlântico teve como ponto de partida a Marina de Cascais, em Lisboa, não exatamente a praia do Restelo, em Belém, como pretendera. As condições de trafego no rio Tejo não lhe permitiram deslocar o pequeno barco à vela até a frente do Padrão dos Descobrimentos. Lá estivera, anteriormente, em sua excursão de caiaque.
A Izabel utiliza um pequeno barco à vela, um Mini-Transat Proto Berret, de 6,5 metros de comprimento, construído em 1987 por Yves Dupasquier. Um barco francês comprado em Saint Quay-Portrieux, Bretagne, França, com o qual fez essa travessia histórica.
A primeira parada no Brasil estava prevista para ser no Arquipélago Fernando de Noronha. Problemas com os lemes, correntes e ventos contrários, findaram levando-a para o litoral de Fortaleza. De lá seguiu para a Vila de Santo André, em Santa Cruz Cabrália, na Bahia, localidade do resorte Costa Brasilis que patrocina o Projeto Atlantic Freedom. No caminho fez escalas numa das plataformas da Petrobrás, na área de Pescada, a PPE-1A, e em Natal.
Embora o percurso seja marcado pela travessia do Atlântico, a Izabel já fez um trecho de 910 milhas náuticas, em 10 dias, levando o barco de Saint Quay-Portrieux até a Vila de Cascais, Lisboa, trajeto em que pegou calmarias e tempestades. “O vento e a corrente contra e o aumento da ondulação, de 3 a 4 metros, fazem o casco bater com violência na água. O vento oscila entre 20 e 25 nós. O mar já apresenta ondas arrebentando e lavam o convés.” Descreveu em seu diário. Mas nada que a amedrontasse.
Ela levou filmadora e máquina fotográfica para registrar o evento. Tem equipamento de GPS para se orientar e Iridium, telefone via satélite, com o qual se comunica em fonia.
A Izabel não contará com um escrivão para narrar sua aventura. E nem pretende se passar por uma nova desbravadora de mares e oceanos, como heroicamente fizeram os grandes navegadores da História, dentre eles Pedro Álvares Cabral. Sempre foi o seu sonho atravessar o Oceano Atlântico em solitário, ao tempo que quis contar pontos para a Mini-Transat 2007. Ela própria irá escrever a travessia, lançando um novo livro brevemente. O destinatário do livro não será o El Rei Dom Manuel, o Venturoso, mas os seus leitores. E a terra, já descoberta, também não é a “Ilha de Vera Cruz”, como imaginaram Pedro Álvares Cabral e sua tripulação; mas o nosso decantado país, dos sonhos dos brasileiros, que todos os dias tentam redescobri-lo, cercando-o de todo o carinho e ávidos de dias melhores, de prosperidade e
felicidade!
É a Bel, e seu feito, modestamente reafirmando o valor da mulher brasileira, que todos os dias prova que não é o sujeito secundário da história, mas o agente propulsor, que ao lado do homem, constroem, juntos, este “Brasil, meu Brasil brasileiro”, como disse o poeta!

José Geraldo Pimentel

Rio de Janeiro, 10 de julho de 2006.

Quem é a Bel

Izabel Pimentel é natural do Mato Grosso do Sul. Graduou-se Analista de Sistemas na Universidade Federal Fluminense.
É no Brasil, uma das atletas com maior percurso navegado a remo e em solitário. Remou, contra a corrente, de Santos a Vitória, um pouco mais de 1000km. O litoral sul da Bahia, cerca de 800km.
Na Europa, remou toda a costa Portuguesa, de Caminha até Vila Real de Santo António, 840km. Na Espanha, do Rio Guardiana, divisa Portugal-Espanha, até a cidade de Tarifa, Estreito de Gibraltar, mais de 300km.
Em barco à vela navegou grande parte do litoral brasileiro, Costa Portuguesa e o Mediterrâneo.
Trabalhou como skipper na costa brasileira e na escola de Vela Lusa, em Lisboa.
Este ano de 2006, antes da travessia do Atlântico em solitário, navegou de Saint Quay, França, até Lisboa, Portugal.

Izabel a garota do mar

Nas águas mansas,
Do azul do mar,
O barco vai deslizar
Na luz sonâmbula da manhã.

Na primavera... o barco vai navegar.
O mar meu grande amigo!
Nas ondas vou velejar,
As correntezas me açoitam.

Nas asas, tontas da luz,
Ecoam fortes guinchos das gaivotas no ar,
E no meu peito saudade e solidão!
Silêncio... espanto e medo!

A felicidade renasce,
Quero tudo ver e encontrar!...
A pureza deste mar,
Deste céu para adormecer ao léu.

E meu sonho realizar!
A noite chega cabreira,
Sob o céu constelado,
E o silêncio mudo e profundo.

Ouço meu grito,
E o imenso gemido do vento,
Com os meus cabelos a brisa brinca,
No mar de ondas distante.

(Autora: Marlene Pimentel Cerqueira).

Carta de Pero Vaz de Caminha, Wikisource.
Aquarela do Brasil - Ary Barroso (1939).

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A BANDEIRA


“Bandeira do Brasil que a brisa beija e balança, estandarte que à luz do sol encerra as divinas promessas de esperança...”
Cantam em versos e prosas os poetas.

A bandeira repousava sobre uma prateleira especialmente preparada para servir de vitrine, na porta de entrada da exposição fotográfica comemorativa dos quinhentos anos do descobrimento do Brasil. O arranjo lhe conferia um lugar de destaque, ao lado de fotos e objetos. Fotos de gente e de objetos da terra distante que ficara do outro lado do oceano.
Aquele espaço sagrado representava a alma de um povo nobre, bom, trabalhador, que honraria qualquer nação que o tivesse filho. Todos os que por aquele corredor estreito passassem, sentiam alguma coisa de vibrante, forte, que penetrava na pele, corria nas veias, e apertava o coração. Se era um brasileiro, não deixava de escorrer uma lágrima na face. E um português, exultava pela lembrança de ser o pai de tão distinta e altaneira nação. A nação brasileira que os portugueses descobriram e amavam como se fora a sua segunda pátria!
Logo ao pisar a soleira do grande salão, os olhos batiam num quadro que mais se parecia uma gravura. Uma gravura de índios pataxós, alinhados a frente de uma cruz de ferro, grande, plantada sobre uma base de mármore. Essa cruz simbolizava a Primeira Missa que fora celebrada no dia 26 de abril de 1500, às ordens de Pedro Álvares Cabral, e oficiada por Frei Henrique (de Coimbra). Esse evento ocorreu no Espaço dos Descobrimentos, na Vila de Cascais, em Lisboa, no dia 7 de setembro do ano 2000.
Um mês depois, na casa em que o almirante português morou (Casa do Brasil/Pedro Álvares Cabral), em Santarém, a bandeira ganharia um novo destaque, posta cuidadosamente sobre um balcão ao lado da bandeira irmã de Portugal. Era uma reprise da exposição, que contou com a organização e coordenação do presidente da casa, Senhor Duarte Nuno Pinto da Rocha.
Essa exposição itinerante foi levada para Portugal sob os auspícios de uma jovem brasileira.
A bandeira a acompanharia em outras ocasiões importantes. Uma aconteceria na Espanha na passagem do ‘Brasil 1’, durante a competição Volvo Ocean Race. Na ocasião da Copa, em Portugal, lá ela marcava a sua presença; nas mãos e coração dessa jovem brasileira, nos jogos do Brasil, ou quando a nação irmã disputava uma partida. De avião retornaria a sua pátria. E de avião fazia a viagem de volta. De volta para ser a única bandeira a cruzar o Atlântico tremulando no mastro de um Mini-Transat, Open 6.5, conduzido por esta mesma mulher, que a ama e a tem sempre perto de si. Uma viagem solitária, deslizando sobre ondas, vencendo tempestades, perigos e solidão. Bandeira e jovem alcançariam 42 dias passados da partida de Lisboa, - a terra de Iracema, a jovem dos “lábios de mel”. Morenas e belas: Iracema e Bel se encontraram e se abraçaram e se entrelaçaram com o verde, o azul, o branco e o amarelo da bandeira mais charmosa, entre tantas mil bandeiras, todas lindas, mas esta a única que carregou nos braços, no moral, no “vamos, não podemos ficar pelo caminho”. “O Brasil nos espera!”
A batalha para vencer a distância e os problemas com o barco, deixaram a Izabel com dez quilos a menos. Mas cheia de ânimo, e pronta, tão logo sejam providenciados os reparos, a seguir viagem. Sua bandeira está maltratada, as bordas rotas, precisando de um descanso. Mas a acompanhará até Santa Cruz Cabrália. Futuramente será substituída por uma nova. Não cairá no esquecimento. Espera-a um lugar especial, construído com carinho, onde ficará guardada e cultuada pelos tempos a fora!
A Izabel ainda distante dos familiares guarda saudades de um outro amigo: seu felino malhado. “Beijos no meu Bes. Faz carinho nele por mim.”
“- 500 anos, Copa, ‘Brasil 1’ e Bel. Demais!” Diz com orgulho a Izabel.

José Geraldo Pimentel

Rio de Janeiro, 23 de agosto de 2006.

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MANIFESTAÇÕES DE APOIO


“Se plantarmos para um ano, devemos plantar cereais.
Se plantarmos para uma década, devemos plantar árvores.
Se plantarmos para toda a vida, devemos treinar e educar o homem.”

Kwantsu, III a.C.

Bel,
você acaba de plantar, em cada um de nós, que te conhece, que te acompanha, ou, que de ti só ouviu falar, uma semente.
A semente da coragem, de que somos capazes, todos, de realizarmos nossos sonhos. Que somos capazes de vencer as adversidades, que surgem, justo, para os que buscam seus sonhos.
A semente de que a vida é grande, como o mar, como o sol, e podemos torná-la vibrante e enorme, preenchendo cada espaço de tempo, com nossas realizações, adversidades, alegrias e vitórias.
A semente da perseverança, perseverança de quem faz anos, se tornou amiga do mar, companheira e admiradora.
Faz muito tempo, que a vi, com um Atlas na mão e um papel na outra, preparando esta viagem.
E hoje, o mar, o vento, o sol, a lua, e os animais ao redor, lhe recepcionam e torcem juntos de todos nós.
E que agora, estamos com mais vontade, de realizar nossos projetos, diante do seu exemplo. Um exemplo que ficará na história. O exemplo dos que superam os seus limites pelo seu ideal. Exemplo para cada um de nós tem uma Travessia pela Vida.
Parabéns, e parabéns, por dizer, que faria tudo de novo!
Kátia Duarte Pimentel.

Continuamos a torcer

A Bel elaborou o projecto com alguma atenção. Por falta de honra e dignidade de alguns elementos (refiro-me ao meu compatriota que lhe negou a venda do barco, dias antes da partida), refiro-me a quem lhe demora tanto tempo a equipar devidamente a embarcação, refiro-me aos franceses que a trataram mal e demoraram tempos infinitos a montar o equipamento,... com esses atrasos todos, foi o 'BARCO' possível.
A Bel tem contratos com patrocinador que já deu provas mais que efectivas querer honrar até ao fim. E isso, é digno de orgulho de todos nós e muito mais de todos os brasileiros.
E, sendo assim, definiu um timing limite para largar de Portugal, que acabou por ser no Nordeste francês,... navegou, mais não sei quantas milhas, atravessou o golfo da Biscaia que com a sua placa tectônica assusta tanto como o Horn,... fez a costa portuguesa debaixo de um nordeste que entra pela popa e não dá sossego,... fez os nevoeiros da minha costa que assustam qualquer um,... não parou o que seria mais fácil na ilha da Madeira... fez a travessia.
Que mais se pode exigir,...
As viagens deste tipo dividem-se em duas fases... a navegação até à aterragem e a pilotagem... que aceite um cabo na entrada de um porto,... é como meter o carro na garagem depois do Paris-Dakar. O Serviço está praticamente feito e com todas as adversidades e erros, e teimosias, e confusões,... só temos que sentir orgulho, carinho, e respeito pelo exemplar único que eu tenho a alegria de ser AMIGO; que eu tenho a honra de ter gravada a mensagem no meu celular do meio do
Atlântico...
Um abraço a todos os que se sentiram tristes, nervosos, ansiosos, alegres, esperançosos,... a todos os que sentiram... nem que fosse um arrepio frio em busca nervosa de uns créditos de um iridium. Nós, botequeiros, estivemos sempre lá, com críticas, com sugestões, com dúvidas e isso, quando ela ler, calmamente,... vai sentir uma alegria enorme nos amigos.
José Carlos

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