Data: 8/9/2010
Izabel Pimentel, a primeira brasileira a cruzar o Atlântico em navegação solo.
 
Boletim da La Charente-Maritime/Bahia Transat 6,50


2.ª ETAPA: FUNCHAL – SALVADOR

QUADRO RESUMO DESTA SEGUNDA ETAPA

Participaram da 17.ª LA CHARENTE-MARITIME/BAHIA TRANSAT 6,50 um total de 85 barcos, 36 na categoria ‘PROTO’ e 49 na ‘SÉRIE’. Sete barcos abandonaram a prova. O campeão geral foi o velejador português, Francisco Lobato, 25 anos, primeiro colocado na primeira etapa e segundo colocado na segunda etapa.

Categoria Proto:

1.º lugar: Thomas Ruyant
Chegada em Salvador: 22/10/2009 - 11:18 h
Barco: 667, Faber France
Tempo: 18 d, 20 h, 16 min
Percurso: 3.303 mn, média de 7,29 nós

2.º lugar: Bertrand Delesne
Chegada em Salvador: 22/10/2009 - 17:47 h
Barco: 754, Entreprendre Durablement
Tempo: 19 d, 2 h, 45 min
Percurso: 3.297 mn, média de 7,17 nós

3.º lugar: Henri Paul Schipman
Chegada em Salvador: 22/10/2009 - 17:48 h
Barco: 716, Maison de L’Avenir Urbatys
Tempo: 19 d, 2 h, 46 min
Percurso: (N/C) mn, média de 6,81nós

Obs.: Na categoria ‘PROTO’ participaram 36 barcos. 4 abandonaram a prova por problemas diversos.

Categoria Série:

1.º lugar: Charlie Dalin
Chegada em Salvador: 23/10/2009 - 21:38 h
Barco: 435, Cherche Spansor
Tempo: 20 d, 6 h, 36 min
Percurso: 3.223 mn, média de 6,61 nós

2.º lugar: Francisco Lobato
Chegada em Salvador: 24/10/2009 - 08:10 h
Barco: 607, Roff TMN
Tempo: 20 d, 17 h, 15 min
Percurso: 3.472 mn, média de 6,97 nós

3.º lugar: Xavier Macaire
Chegada em Salvador: 24/10/2009 - 08:10 h
Barco:472, Mosoco Bay
Tempo: 20 d, 19 h, 8 min
Percurso: 3.288 mn, média de 6,56 nós

Obs.: Na categoria ‘SÉRIE’ participaram 49 barcos. 3 abandonaram a prova por problemas diversos. Um deles ultrapassou a linha de chegada, distanciando-se 300mn de Salvador, por causa de defeito no GPS.

Francisco, um feliz vencedor da Regata La Charente-Maritime/Bahia Transat 6.50

O português Francisco Lobato (ROFF TMN) acaba de vencer a 17a. Edição da Charente-Maritime/Bahia Transat 6,60 ao atravessar a linha de chegada nessa noite baiana, às 20 horas, 10 min e 15 segundos, do dia 24.10.2009 (horário francês). Derrotado ontem devido a vitória da etapa Funchal-Bahia do Havrês Charlie Dalin, fica portanto, com a vitória na categoria de barcos de série, graças as suas 22 horas de vantagem obtidas na primeira etapa.
"Charlie fez uma belíssima prova. Enfim eu posso relaxar." Com velocidade e constância impressionantes, entre Charente-Maritime e Madeira, o jovem português realizou uma travessia do Atlântico rumo ao Brasil, mais "conservadora" ; "O importante era chegar aqui, e não importa com qual vantagem no geral, um minuto ou 20 horas bastam para a minha alegria. Eu pensei muito em Sam Manuard que tinha perdido o mastro quase na chegada." Nada de correr riscos nessa etapa cheia de armadilhas. " Eu deixei Funchal cansado e estava "ausente" na prova, por causa de uma semana louca, mediática, confessa ele. "A passagem pelas Canárias, com a rotação do vento a oeste quase me custou caro, pois eu tive que suportar a calmaria dos altos cumes. Eu decidi ser mais conservador na travessia do pot au noir. Eu fiquei 3 dias lá, há dois anos atrás. Eu perdi para o Charlie mas não me abalei. Eu me concentrei na minha rota sem me preocupar com as classificações. Hoje, minha equipe e eu tivemos a recompensa por quatro anos de trabalho. Eu sei que o meu parceiro está satisfeito e desde agora já estou ansioso para participar da próxima temporada em Figaro."
O tempo de Francisco, na etapa Funchal-Bahia, foi de 20 dias, 17 horas, 8 minutos e quinze segundos.
Seu tempo total na prova foi de 26 dias, 19 horas, 39 minutos e 18 segundos com 6,65 nós de velocidade média.
Ele derrota assim, por antecipação, Charlie Dalin com quase 11 horas...

Boa largada de Funchal às 14h02

. 10 nós de vento de sul/sudoeste, céu cinza e nublado com pancadas de chuva!
. François Cuinet N° 412, em seu Plan Jardin, primeiro protótipo e Hervé Aubry N° 582 em seu barco de série Ville de Pornichet são os primeiros a chegar na bóia do Club Naval de Funchal.
. Uma primeira noite cheia de ensinamentos!


Na hora exata, ou seja às 14h02 (ndr, 15:02 hora francesa) em ponto, os 83 competidores da Regata Charente-Maritime / Bahia Transat 6,50 se lançaram ao mar, nesse sábado, 3 de outubro, diante da cidade de Funchal (Madeira-Portugal), para a segunda longa etapa de 3.100 milhas em direção de Salvador na Bahia (Brasil), onde se findará essa edição 2009. Arquipélago das Canárias, arquipélago do Cabo verde, Pot au Noir, alísios no hemisfério Sul…O menu é dos mais copiosos para essa prova transatlântica em solitário e sem assistência à bordo de veleiros de 6,50 m !

Primeiros na bóia do Clube Naval de Funchal
Uma largada na hora exata e na configuração de vela, vela grande um rizo e vela solent. O objetivo do jogo: evitar as colisões e sair o mais rápido possível desse campo minado de 83 cascos afim de enfrentar « serenamente » os 5.740 km à percorrer… São eles, Fraçois Cuinet em seu barco Plan Jardin seguido por Thomas Ruyant (Faber France) e Nicolas Boidevezi (Défi GDE) em protótipos, os primeiros que viraram a bóia do Clube Naval de Funchal e Hervé Aubry no Ville de Pornichet seguido de Francisco Lobato (ROFF TMN) e Ricardo Appoloni (Mavie pour Mapei) em barco de série que marcarm seus passos. Belas demonstrações ! Mas a partida está longe de ter começado pois nela não haverá repouso… Météo Consult, parceira da Regata Charente-Maritime/Bahia Transat 6,50, anuncia condições difíceis e embaraços para essas primeiras 48 horas ! « Uma depressão tempestuosa estagnada próxima de Açores a 1000 hPa antes de se aprofundar levemente se deslocando para o leste. Ela estende seu efeito pela Madeira em um fluxo instável de sudoeste. Mais para o leste,, uma dorsal será estabelecida a 1020 hPa. Ela toma a direção das costas Africanas a um fluxo fraco de noroeste. Domingo, todos esses sistemas se deslocam para o leste.. O fluxo de sudoeste moderado ainda será presente. Segunda, a dorsal se instala nas Canárias Os ventos de sudoeste instáveis se mantêm ao oeste dessas ilhas ».

Uma primeira noite apaixonante!
O objetivo do jogo é chegar na altura das Canárias e atacar a dorsal anticiclônica que separa o fluxo sul/sudoeste gerado por uma depressão localizada nos Açores e a famosa esteira rolante que são os alísios de nordeste. Mais fácil falar do que fazer… E o primeiro que chegar na báscula dos ventos ao nordeste – que são de popa – levará um pontapé no traseiro que o fará abrir uma diferença entre seus perseguidores e, com uma boa vantagem, enfrentar as outras problemáticas meteorológicas (ndr, travessia do arquipélago do Cabo Verde, Pot au Noir…) Nem um pouco subestimável, mesmo se a prova está longe de estar ganha… E todos o sabem. Essa primeira noite também será interessante. Pequeno desvio para o oeste puxado com barlavento com muita vontade na frente do vento ? Ou em popa todo para o leste rumo as costas africanas na tentativa de agir, em seguida, sob o vento das Canárias ? Cada um com a sua tática e o ponto mais importante é identificar o local mais adequado para atravessar a área de transição e de ventos fracos e o bom timing para estar lá. …E se ninguém avançou, essa manhã, sobre os pontões, tática obrigatória, os primeiros resultados serão determinantes e responderão as primeiras perguntas…
(Funchal, Ilha da Madeira, 03/10/2009).

1.ª ETAPA: LA ROCHELLE - FUNCHAL


Izabel Pimentel: a volta ao mundo na proa

Sobre um pontão ela não passa despercebida. Está sempre a 100 por hora. Corre de um lado para o outro. Pés descalços, claro. Tem sempre algo a mais para fazer. A ponte de seu mini parece um imenso canteiro de obras. Mas Izabel Pimentel nunca deixa seu sorriso. Duas palavras em inglês, duas outras em espanhol, três em francês, ela consegue se fazer entender e entende (quase) tudo.
Quase... Em 2007, por exemplo, vivenciou uma terrível desilusão. Estava em La Rochelle. Obteve sua classificação. Já tinha o número milhas necessárias para poder largar na Regata Charente-Maritime / Bahia Transat 6,50. Único entrave: Seu mini não estava dentro das normas de segurança impostas pela classe mini. Ela contemplou os concorrentes partirem. Sem ela.
«Eu estava desesperada. Terrivelmente decepcionada. Meu mini chega sem mastro, sem botalós. Foi uma loucura. Não tive o tempo suficiente para preparar tudo. Voltei ao Brasil com meu mini em modo de cruzeiro. Fiz escalas em Alicante, nas Canárias, nas Ilhas do Cabo Verde, em Fernando de Noronha, Recife e por fim, na minha casa em Parati.»
Esse ano a história se repete mas com outro desfecho. Izabel atravessa mais uma vez o Atlântico: «Paraty, Salvador, Açores e França. Tenho então três regatas transats em solitário em um mini. Percorri mais ou menos 18.000 milhas em dois anos. Podemos dizer que eu conheço meu barco.»
E ela ainda quase perdeu a Mini Pavois pelas mesmas razões que em 2007. Os comissários requisitaram a modificação de algumas coisas antes de dar autorização de largada. Ela o fez na correria. Hoje, ela confessa: «Meu barco está dentro das normas. A classe mini é rigorosa e eu entendo. Não me deixariam largar se eu não estivesse dentro das regras.»
Dessa vez não tenho preocupações com relação a isso. Vimos o seu n.° 664 e a bandeira brasileira tremular ao vento: «Tenho orgulho disso. Quando vejo minha bandeira no meio de tantas outras, me emociono. Estou feliz de estar aqui.»
O que espera então Izabel dessa Regata? «Eu estou aqui para me preparar para a volta ao mundo em solitário. É o grande objetivo da minha vida. Aqui, o importante é competir. Eu quero disputar. Participar. Para mim, atravessar o Atlântico é um verdadeiro prazer. Mais que uma obrigação. É também uma volta ao País.»
Ela também tem consciência de que seu barco não pode rivalizar com os barcos de última geração. Ela admite de bom grado: «Ele é forte mas lento. Com novas velas, ele será mais competitivo; mas ele é muito pesado para brigar com os outros. Em 2007 eu tinha um bom patrocinador e dinheiro mas não pude competir. Esse ano eu pude largar, mas com recursos financeiros muito mais limitados. Isso irrita.»
Apesar de tudo, o fato de ter largado esse ano, é o suficiente para a felicidade de Izabel. O mini, ela conhece há muito tempo, mas começou a acompanhar a rota da Regata La Charente- Maritime / Bahia Transat 6,50, desde 2005 apenas. Agora é partir ou partir, mas não duvide que ela chegará à Bahia.
Ela já está em Madeira desde terça (22/09/2009). Uma primeira etapa no seu programa. Falta a segunda, mais longa. Mas atravessar o Atlântico não é mais um desafio para Izabel. Apenas algumas milhares de milhas a mais. Uma bagatela para a Brasileira que confessa: «Eu só penso na volta ao mundo. É o objetivo da minha vida.»
E quando Izabel Pimentel quer, ela pode.
(La Rochelle, 23/09/2009).
Veja a entrevista no site transat650.org/pt.

Entrevista da Izabel em Funchal

Isabel Pimentel, em seu protótipo Manuard « Petit Bateau », atravessou a linha de chegada a Funchal, nessa terça no fim da manhã. Contente de ter terminado essa primeira etapa, já está ansiosa para partir rumo a Bahia, rumo ao seu país.

Como foi essa primeira etapa?
Já na largada, a ponteira gancho do meu pau de spi quebrou e o spi, com as cores do Brasil, foi pra água… bem na hora que eu iria fotografá-lo. Eu mesma consertei. Não queria retornar ao porto. Eu parti de uma vez por todas.

Há 2 anos você não foi autorizada a disputar essa Regata. Pra você essa prova é uma revanche?
Não, não é uma revanche. Em 2007 meu barco não estava conforme as normas, acho normal ele não poder largar. O que me aborrece é que há dois anos eu tinha um patrocinador, tinha capital. Dessa vez não tenho nem Sponsor e nem dinheiro. Mas não faz mal, estou muitíssimo feliz de participar dessa prova. A emoção aumenta pois vou entrar no meu país competindo.

Você já tem três travessias do Atlântico no seu histórico, mas essa é a primeira competindo. Qual é a principal diferença?
Quando eu vejo uma pequena vela no horizonte, eu trato de ir buscá-la. Eu coloco mais vela. Eu me esforço”.

Como você abordará essa segunda etapa?
Eu espero que ela seja melhor que a primeira. Mas meu barco, mesmo sendo um protótipo, não é novo. Ele é pesado. Não consigo brigar com os barcos de última geração. Apesar de tudo, mesmo se estou em último, brigo até o fim. Porque eu não esqueço que isso é uma competição.
(Funchal, 23/09/2009).

Primeiros velejadores a chegar em Funchal

Funchal, Ilha da Madeira, Portugal, 19/09/2009.

No tipo Proto, Delesne Bertrand, "Empreender sustentável", cruzou a linha de chegada da primeira etapa da Transat 6,50 Charente-Maritime/Bahia, hoje, sábado, 19 de setembro, às 12 horas, 38 minutos e 21 segundo ‘UT’, 14 horas, 38 minutos e 21 segundos (horário francês).
Seu tempo de corrida é de 6 dias, 0 horas, 21 minutos e 21 segundos, com uma média de 7,95 nós em 1.148 milhas teórica.

Na Série venceu o português Francisco Lobato com o barco TMN ROFF, cruzando a linha de chegada em 14h, 48 minutos e 03segundos 'UT', 16h 48´ 03” (time francês).
Ele cobriu as 1.148 milhas de La Charente-Maritime à Madeira em 6 dias, 2 horas, 3’ e 03'', com a velocidade média de 7,84 nós.

Todos iguais diante do anticiclone!

- Chegada amanhã de manhã.
- Seis homens por uma vitória.

O grande manzuá de um anticiclone se arma preguiçosamente sobre o arquipélago da Madeira, concentrando suas áreas de calmaria bem acima da linha de chegada da regata Charente-Maritime/Bahia Transat 6,50. Ainda abalados com os 5 dias de cavalgada desenfreada no Alísio Português, os personagens da grande corrida transatlântica do circuito da Classe Mini chegam, um por um, para cambalear nessas estranhas calmarias, quando céu e mar se confundem em um cinza amorfo, uniforme e sobretudo, sem vento. A marola residual soma seu ritmo e suas inconstâncias e desigualdades ao trabalho desses solitários, testemunha muitas vezes, impotente da dificuldade encontrada por esses pequenos barcos de competição, para manter inércia suficiente na calmaria, e não parar na onda. A competição, tomou assim um aspecto todo novo, a busca do vento, substituindo o gerenciamento do vento, com os velejadores solitários tentando apoiar suas velas em um sopro de Noroeste, cada vez mais asmático. A incerteza das classificações e das posições, característica exclusiva dessa Regata, dá um toque apimentado e dramático a esse momento crucial da prova, quando a chegada começa se tornar tangível e as rotas dos protagonistas convergem para um ponto comum. Seis homens se isolaram na frente. Seis homens podem, no momento em que escrevemos essas linhas, confiar na vitória.. Seis homens vão buscar seus últimos recursos para conquistar essa vitória, por uma milha ou uma proa. O nome do vencedor e a hora do desfecho são sempre motivo de especulações. Excitante não é?

5 + 1…
Menos de 70 milhas teóricas da competição para o líder Bertrand Delesne (Entreprendre Durablement) que favorizado por uma boa relação proa-velocidade passou um por um, os líderes de ontem, de Henry-Paul Schipman (Maisons de l'avenir Urbatys) um pouco encurralado na sua rota ocidental, ao impressionante Francisco Lobato, por muito tempo líder difícil de pegar, em seu veleiro de série ROFF TMN. Levemente deixados para trás, mas não derrotados, quatro protótipos entre os grandes favoritos da prova realizam o desempenho esperado durante essa primeira etapa da Regata Charente-Maritime. Thomas Ruyant tirou, com vento de popa, o melhor partido de seu Faber France, um barco Finot-Conq que dispõe talvez, na calmaria dos finalmentes, das melhores armas entre os pretendentes à vitória em Funchal. A 14 milhas do líder, Thomas também vai poder usar sua experiência de velejador para se sair bem no contorno da primeira ilha do arquipélago, a grande « rocha » de Porto Santo, erguida a sua frente, localizada a 35 milhas da linha de chegada. Sempre um potencial vice de Delesne, um outro grande animador da descida portuguesa, HP Schipman deve explorar ao máximo os pequenos ares, bem centralizados na popa do seu protótipo Lombard para tentar cruzar na frente de seus camaradas colocados sob seu vento. Stéphane le Diraison, há 48 horas, antecipou essa substituição. Seu Cultisol - Marins sans frontière na trilha de Ruyant será obrigado a usar da esperteza para passar seus predecessores. A seguir de perto, nosso sexto fugitivo, o arisco Fabien Després (Soitec) que continua a acreditar piamente em sua rota oriental. A aproximação imediata das ilhas é um marasmo meteorológico bem difícil a compreender. Forma e movimento das nuvens, direção da marulha e barômetros, serão nessa noite, os melhores amigos desses seis homens motivados pelo desejo de vitória, mas que de forma alguma esquecem de que o capítulo que se termina essa noite ou amanhã cedo, é apenas o primeiro da grande aventura transatlântica que deve levar os 83 marinheiros numa corrida incessante rumo à Salvador de Bahia.

Classificação às 15h00
Protótipos : 1. Bertrand Delesne (Entreprendre durablement) a 68,79 milhas da chegada; 2. HP Schipman (Maisons de l’avenir – Urbatys) a 11,57 milhas do líder ; 3. Thomas Ruyant (Faber France) a 14,42 milhas do líder…
Série : 1. Francisco Lobato (ROFF TMN) a 79,21 milhas de Funchal ; 2. Charlie Dalin (Cherche sponsor-charliedalin.com) a 53,79 milhas do líder ; 3. Ricardo Appoloni (Ma Vie pour Mapei) a 56,52 milhas do líder…
(18/09/2009).

Amanhã cedo os líderes chegarão a Funchal!

- Amanhã pela manhã a Funchal!
- Uma aproximação de Funchal que pode surpreender.
- Avarias de todas as formas…

Os dias passam… e nenhum como o outro. O vento de popa continua, mas perde a força no approach do alvo. O vento de Nordeste soprando com vigor no Norte da laguna – a fachada Atlântica hispano-portuguesa – vira ao Norte e depois ao Noroeste se enfraquecendo na proximidade do Arquipélago da Madeira, ao término dessa primeira etapa da Regata Charente-Maritime/Bahia Transat 6,50. Nessa condições, se a gente aproveitar para curar alguns ferimentos materiais, não podemos de jeito algum, levantar o pé, relaxar,… descansar. Por enquanto a pressão lá atrás continua e a flotilha volta a ser como antes e desliza em um sistema menos vigoroso. Um sistema que, globalmente estende-se de 25 nós ao Norte a 15 nós ao Sul… Em conseqüência, a gente iça a grande vela, troca o balão e a gente põe lenha na caldeira sem pensar em deixar a barra para otimizar as trajetórias, tirar proveito dessas pequenas oscilações do vento e reagir aos menores caprichos desse último. E por isso, a gente não sai do cockpit, a gente devora umas barras vitaminadas que ficam no mesmo bolso onde guardamos as escotas, as garrafas d’água tombam da esquerda e da direita, a gente liga o piloto para tomar uma posição GPS e uma rápida projeção na carta náutica… e tudo sem tirar o casaco de tempo. Não dá tempo... Ou seja, quase nada em comparação com as 200 milhas que ainda restam a percorrer !

273,1 milhas em 24h por Bertrand Delesne e 253,8 milhas por Francisco Lobato!
Números incontestavelmente expressivos ! Bertrand em seu protótipo Manuard e Francisco em seu Pogo 2 de série vão mais rápido do que rastilho de pólvora. Com 273,1 milhas percorridas em 24 horas (velocidade média de 11,4 nós), Bertrand detém a mais bela performance do momento e isso desde a largada. Quem foi mais longe ? Olivier Avram (Cap Monde 2) que consumiu até ontem 268,6 milhas a 11,2 nós de média. Um Olivier que, diga-se de passagem, está hoje na 30e posição. Na categoria Série, se Charlie Dalin bater a bela marca de 234,4 milhas hoje, não será nenhuma surpresa… Francisco Lobato, que lidera, percorreu 253,8 milhas a 10,6 nós de média, entre ontem e hoje de manhã. De tirar o chapéu…

Uma ilha de meteorologia inconstante
Se o esquema meteorológico teve um tom clássico desde o início, podemos dizer que agora ele ficará rock’n roll. De fato, a aproximação da Madeira e de Funchal –localizada no sul da ilha ou seja, sob o vento – poderá surpreender mais de um. Refração costeira, calmaria noturna, a alta ilha da Madeira pode redistribuir as cartas. Porque nada é impossível na aproximação dessa rocha vulcânica assentada no Atlântico Uma refração e pronto, você fica parado sob o vento da ilha. Não precisamos nem falar que o vizinho de trás, oportunamente contornará a área maldita e vai te ultrapassar na linha… Uma situação, infelizmente freqüente à qual cada um deve se antecipar mentalmente. E se toda competição só termina quando atravessamos a linha de chegada, é claro que o português em suas terras pode contar com a grande quantidade de milhas que ele tem de vantagem! Isso pode ser útil e apostamos que ele deve se atentar a essa situação, já que disputa aqui em suas águas. Em Protótipos, nada está definido e a chegada poderia ser vista entre os que lideram… Mágico e estressante ao mesmo tempo !

Classificação às 15h00
Protótipos : 1. HP Schipman (Maisons de l’avenir – Urbatys) a 181,11 milhas ; 2. Bertrand Delesne (Entreprendre durablement) a 12,6 milhas do líder ; 3. Thomas Ruyant (Faber France) a 26,05 milhas do líder…
Série : 1. Francisco Lobato (ROFF TMN) a 191,62 milhas de Funchal ; 2. Charlie dalin (Cherche sponsor-charliedalin.com) a 62,98 milhas do líder ; 3. Ricardo Appoloni .
(17/09/2009).

Já em lisboa!

- Três dias e 700 milhas mais tarde.

Três dias e três noites de mar para os 84 competidores da Regata Charente-Maritime/Bahia Transat 6,50 2009. Três dias e três noites de navegação com ventos de popa na brisa, pepinos para resolver, noites mal dormidas, "alimentação deficiente", e essa gloriosa incerteza, própria da busca pela melhor posição numa flotilha em que a intuição enxerga mais do que os olhos. Os alísios portugueses, esse estreito corredor de ventos fortes proveniente da compressão entre regiões de alta pressão ao norte e um centro depressionário centralizado no sul da Espanha, estão na rota e se os ventos de 30 à 35 nós que essa noite ainda propulsionavam os Protótipos e Séries de 6,50 metros contribuindo com homens e máquinas, eles também, depois do cabo Finisterre, alinharam e arrumaram o grande e belo marulho do Atlântico. Pálpebras pesadas, pele úmida e salgada debaixo da capa encharcada, os velejadores, finalmente amarinhados encontram, depois de milhas e alguns desconfortos de sua corajosa navegação, a alegria absoluta de lançar de forma cada vez mais bagunçada suas "pequenas bombas" ao movimento das ondas. Depois de um tempo arreados, por prudência na passagem do cabo Finisterre, os spis estão de volta, e os mais rápidos a içá-los se felicitarão essa noite ao escutar a classificação anunciada pela voz melada do diretor da prova através das ondas longas da rádio Mônaco, o único meio que esses solitários radicais dispõem para obter informações sobre a competição.
Até o momento, a cavalgada continua, e nesse tabuleiro atlântico um jogo se abre e trajetórias tendem, ora mais para o oeste, ora mais para as proximidades das costas Ibéricas. A um pouco mais de 400 milhas da Madeira e da linha de chegada em Funchal, todos sabem que uma redistribuição das cartas espera cada um dos solitários na tranqüilidade do arquipélago.
300 milhas mais ao norte, com vista do cabo Finisterre, saudamos a volta "aos negócios" d'Olivier Avram (Cap Monde 2) autor de uma fantástica e retilínea travessia do Golfo de Biscaia, após sua retomada em La Rochelle, após 12 horas de uma interminável escala para consertar o pau de palanque quebrado e velas rasgadas.

Jorg desiste
Outro favorito, muito esperado para essa regata Charente-Maritime/Bahia Transat 6,50, após seus grandes triunfos do início de temporada (ndr, vitória na Transgascogne 2009), o alemão Jorg Riechers teve uma sina completamente inversa ; seu barco Bertrand 2009 colidiu em um objeto flutuante não identificado que danificou bastante a quilha e suas balizas, impedindo sua permanência na prova. Ao chegar em La Coruna, ele constatou a impossibilidade de providenciar o devido conserto nas 72 horas autorizadas... Por esse motivo, Jorg se retira, muito contra a vontade, e torna-se o segundo a abandonar a competição, depois de Davy Beaudart, ele também, um desafiante renomado na categoria Série.

Classificação às 15h00
Protótipos : 1. HP Schipman (Maisons de l’avenir – Urbatys) a 412,59 milhas ; 2. Bertrand Delesne (Entreprendre durablement) a 16,2 milles du leader ; 3. Thomas Ruyant (Faber France) a 30,04 milhas do líder ; 3. Stéphane Le Diraison (Cultisol – Marins sans frontières) a 13,17 milhas…
Série : 1. Francisco Lobato (ROFF TMN) a 409,52 milhas de Funchal ; 2. Cahrlie dalin (Cherche sponsor-charliedalin.com) a 79,19 milhas do líder ; 3. Xavier Macaire (Masoco Bay) a 94,19 milhas do líder…
(16/09/2009).

Questão de fôlego!

- A flotilha não cedeu à pressão na brisa e com o mar forte.
- Paradas nos stands e novas partidas…

De 25 a 30 nós na ponta ocidental da Espanha! Se não falta ar sobre o Atlântico, nesse começo da Regata Charente-Maritime/Bahia Transat 6,50, não podemos dizer a mesma coisa dos 85 navegadores solitários que buscam recuperar o fôlego ao final das 48 horas de um sprint conturbado. Além do início complicado da prova, os velejadores, colocaram em prática, sem descanso, o exercício de alto nível que consiste em manter uma vela de balão na brisa a bordo da menor das embarcações de competição, o que exigiu imediatamente a resistência física dos homens e das mulheres, todavia cautelosos. Cada um tratou de encontrar suas marcas e seu ritmo, e desde hoje cedo, as estratégias de uns e de outros apresentaram uma tendência mais conservadora, com a voz da sabedoria dizendo para arrear os spis, pequenos ou médios, fazer dois ou três rizos na vela grande, e não ceder à pressão na rajada de vento de Nordeste, mais forte nas proximidades do cabo Finisterre. A flotilha só lamentou o retorno momentâneo ao porto, de três marujos que já estão de volta à competição. Nesse momento temos dois parados, em Gijon e Coruna e nenhuma desistência.
Todos os favoritos da competição se seguram e vão entrar com o mesmo movimento onde a rajada de vento é mais forte, o que vai empurrá-los com bases recordes ao longo da costa da península ibérica rumo a Funchal. Um primeiro afastamento veio, portanto recompensar os líderes e agora apenas Schipman e Thomas Ruyant (Faber France), acompanham o ritmo do Português imperioso em suas águas. Na ponta da competição, cruza as redondezas de Vigo e é o litoral português que se exibe pelo través do veleiro registrado em Lisboa.

Histórias de trajetórias
Umas quinze milhas separam esses três protagonistas da outra sensação desse início de prova, o inesperado Xavier Macaire e seu veleiro de Série "Masoco Bay". Ao mais forte marulho (cerca de três metros) e com vento forte, cerca de trinta nós, impõe-se agora para a maior parte da flotilha no momento de "deixar o golfo", uma questão tática ; permanecer onde o vento está mais forte, ao longo da costa, ou já se afastar rumo ao oeste onde as correntes são mais moderadas e cada vez mais orientadas no eixo do barco? Desprovidos de ajuda externa para a navegação, os solitários recorrem de corpo e alma aos seu feeling marinho e as suas experiências individuais para gerenciar suas trajetórias no desconhecimento da posição de seus adversários. Essa é uma das características da magia dessa competição. Será que Stéphane le Diraison (Cultisol-Marins sans frontière), sabe que ele evolui ao oeste, já longe de seus pequenos camaradas? Uma vantagem de umas trinta milhas em latitude pode favorizar seu retorno à ponta da flotilha. Claro que nada está ganho e para todos os favoritos Fabien Després, Rémi Aubrun, Bertand Delesne, Andrea Caracci venu flirter avec les cailloux espagnols, ou o Sul-africano Matt Trautman convidado surpresa do Top Ten, são 36 longas horas de brisa que se anunciam. E nessa brisa eles têm a necessidade absoluta de preservação do barco, em uma configuração de vento de popa que exige o delicado exercício da seqüência de jibes com todas suas tralhas, arrastos e grandes sustos quando à frente do barco mergulha sob a onda... Um frisson que não será sentido tão rápido por Davy Beaudart, em escala técnica à Gijon, e Franck Colin parado em La Coruna. No coração do Golfo de Biscaia, Olivier Avram exige o máximo de seu "Cap Monde 2" de gurupés consertado. O que o amedronta é, ver a rajada de vento levar a flotilha e esquecê-lo. É evidente que ele gostaria de reintegrar o mais rápido possível, o pelotão, como fez, na noite precedente, um outro azarado de início de prova, o jovem Sébastien Rogues que trouxe de volta, à toque de caixa, seu barco de Série "Generation Eole GDF SUEZ" ao coração da flotilha.

Classificação às 15h00
Protótipos : 1. HP Schipman (Maisons de l’avenir – Urbatys) à 644,68 milhas de Funchal ; 2. Thomas Ruyant (Faber France) à 9,98 milhas do líder ; 3. Stéphane Le Diraison (Cultisol – Marins sans frontières) à 13,17 milhas…
Série : 1. F. Lobato (ROFF TMN) à 640,64 milhas de Funchal ; 2. X. Macaire (Masoco Bay) à 16,54 milhas do líder ; 3. B. Castelnérac (Bcombio.com) à 55,66 milhas do líder …
(15/09/2009).

Quando nossas escolhas são justificadas!

- Schipman e Lobato líderes isolados!
- Houve quebra, mas nenhuma desistência.

As primeiras 24 horas da competição engolidas na velocidade expressa começam, sem sombra de dúvidas, à afetar mentes, corpos e máquinas dos 85 marinheiros solitários sempre empenhados nessa 17a edição da prova da Charente-Maritime/Bahia Transat 6,50. Da mesma forma que os diferentes programas de navegação os ajudam a prever, os Minis atravessam o golfo de Biscaia à toda velocidade, empurrados por uma corrente forte do setor Nordeste, favorável para testar todas as velas de balão, da mais premiada à mais modesta. Vantagens e desvantagens se distribuem ao acaso entre a flotilha e logo, os primeiros regressos ao porto denunciavam os mais azarados enquanto na ponta da flotilha, os favoritos batalham com muito entusiasmo. Com o peso do cansaço, as estratégias da competição confirmam sua eficácia. Nas primeiras posições, os veleiros melhor preparados comandados pelos skippers mais tarimbados, determinados a explorar esses instantes de entrada na prova onde cabeças e organismos ainda não estão totalmente amarinheirados ou em sintonia com os elementos, aproveitam para atacar, abrir passagem, e se aproximar do contorno do cabo Finisterre adiantados e com uma superioridade psicológica que não pode ser desprezada. Francisco Lobato (Roff Tmn n°607) e Xavier Macaire (Masoco Bay n°472) da séries, Henri-Paul Schipman (Maison de l'avenir Urbatys n°716) e Thomas Ruyant (Faber France n°667) dos protótipos ilustram perfeitamente esse estado de espírito. Na barra de leme e com balão médio, recebendo constantemente 12-13 nós, metem uma forte pressão no resto da flotilha.
Com mais de 10 nós de média, os protótipos 6,50 passam à popa através do Golfo de Biscaia.Levemente deslocado de seu vento, Thomas Ruyant merece o mérito da primeira bela demonstração de bravura desse início de prova, com um retorno noturno bem-sucedido depois de descer ao fundo da classificação por causa do erro cometido no início. Forçado a repassar a bóia de afastamento, foi com quase uma hora de atraso que o jovem Dunkerquois partiu ontem a tarde ao encalço da flotilha.
A mais de 100 milhas do líder, está o jovem Sébastien Rogues (Eole generation –GDF SUEZ. De volta ao mar a meia-noite de ontem após ter reparado seu casco danificado, ele sua a camisa para reintegrar o pelotão. Ele cruzou de longe em seu norte o desafortunado Fabien Sellier (Surfrider Foundation) que luta em um mar agitado para chegar em Charente-Maritime onde um novo leme certamente o espera. Horas de esforço para 30 minutos de conserto! Mas Fabien repartira assim como antes dele, provavelmente, Olivier Avram (Cap Monde 2) e seu pau de palanque consertado. E assim vai a competição!

Classificação às 15h00
Protótipos : 1. HP Schipman (Maisons de l’avenir – Urbatys) à 885,25 milhas de Funchal ; 2. Thomas Ruyant (Faber France) à 3,03 milhas do líder ; 3. Xavier Haize (Interface Concept) à 7,86 milhas do líder…
Séries : 1. F. Lobato (Roff Tmn) à 894,46 milhas de Funchal ; 2. X. Macaire (Masoco Bay) à 1,9 milhas do líder; 3. R. Appoloni (Ma Vie pour Mapei) à 9,73 milhas do líder…
(14/09/2009).

Boa largada

La Rochelle, 14 de setembro de 2009.

Por Xavier Leot

Na hora marcada, ou seja, exatamente às 14h17, os 85 competidores da Regata Charente-Maritime / Bahia Transat 6,50 se lançaram, nesse domingo, diante da Sede da Charente-Maritime para esse primeiro longo sprint de 1100 milhas com direção a Funchal na Madeira, onde termina a primeira etapa da competição.
As condições climáticas foram ideais. Um sol quente havia aquecido a atmosfera. Um vento de Nordeste constante de 15 nós permitiu à grande maioria dos skippers, rizar a vela grande. O mar estava relativamente calmo, levemente agitado. Quase perfeito. Mas ainda era preciso ler, com atenção, as instruções da competição.

O erro de alguns favoritos…
Como tiros de canhão. Essa foi a rapidez dos « sprinters » em alto mar, rizando a vela grande. Mas os primeiros em ação na esteira de Pierre Brasseur (« Região Nord Pas de Calais-Ripolin »), não trocaram as mãos pelos pés mas... Confundiram uma bóia da área de largada com uma bóia de afastamento próxima da costa, situada a 1,6 milhas da linha de largada.
Aproximadamente, um terço da flotilha, seguiu como gado, a esteira de Brasseur antes que ele e os outros percebessem a gafe. Nesse contratempo, eles perderam aproximadamente uma hora. Daqui até a Bahia a estrada é longa. Sem dúvida outras falhas acontecerão e talvez incidentes mais complexos, mas é lamentável passar por obstáculos que podem ser facilmente evitados. Os principais nomes que entraram nessa furada, além de Pierre Brasseur ? Thomas Ruyant (« Faber France »), Rémi Aubrun (« AT Children’s Project »), Henri-Paul Schipman (« Maison de l’Avenir Urbatys ») Bertrand Delesne (« Entreprendre Durablement ») ou seja, muitos favoritos.

Retorno ao Porto
Nessa multidão, Juan-Carlos Sanchis (« Somni-Gaes ») que esperava tanto dessa sua terceira Regata transat, voltava para o porto. Sébastien Rogues (« Eole Génération-GDF-Suez ») bateu contra Jean-Christophe Lagrange (« Zoukati »). Ele também fez meia-volta volver com um buraco no casco e um enorme ferimento na testa. Mas o garoto avisou : « Eu parto de novo às 20h. » E enquanto os « descuidados » procuravam o caminho, os outros avançavam rumo a « verdadeira » bóia de afastamento localizada na frente da Casa da Charente-Maritime. Nicolas Boidevezi (Défi GDE) virou a bóia primeiro. Ele precedeu Fabien Despres (Soitec), Laurent Bourgues (« Prim Soins »), Anna Corbella (« Gaes 385 ») e Stéphane Le Diraison (« Cultisol-Marins sans frontières »). Na categoria séries, Davy Beaudart (« Port à Sec Guy Beaudart ») foi o mais rápido seguido por Francisco Lobato (Roff Tmn).
Mais de uma hora mais tarde, Ruyant, Brasseur e os outros viraram finalmente a bóia. Vela Grande e balão eles « mandavam » ar, no intuito de compensar os minutos perdidos de maneira estúpida.
Todos os skippers já haviam, então, virado as costas para a terra e zarpavam rumo ao alto mar. Eles já haviam deixado de ser terráqueos para tornarem-se marujos em busca de suas sensações. A primeira noite é, normalmente, a mais delicada quando é preciso encontrar suas marcas. Esquecer as preocupações do dia-a-dia para se concentrar apenas no curso do barco. Alguns precisam de horas para conseguir esse break. Já outros precisam de dias.
Nesse domingo, foi preciso ter um ritmo muito rápido. Será que alguns skippers já estão sonhando com uma boa cama lá em Madeira na noite da quinta pra sexta ?...
Quando o relógio marcava 16 horas, estavam na frente na categoria protótipos: Nicolas Boidevezi, Laurent Bourgues, Stéphane Le Diraison… Categoria Séries : Andrea Rossi, Francisco Lobato e Davy Beaudart…
(Fonte: www.transat 650.org - 14 de setembro de 2009).
 
 

 
 
Copyright: © Izabel Pimentel - Todos os direitos reservados.